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Em Pauta

Donald Trump: o pato coxo e o karma ruim

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 07/11/2020 08:10
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

A resposta à pergunta o que ocorrerá após a derrota de Donald Trump está marcada pelo fato de que esse presidente é um homem errático e caprichoso. Provavelmente, o mais volúvel da história dos Estados Desunidos da América. Sim, desde a Guerra da Secessão, os Estados Unidos, nunca estiveram tão desunidos.
Depois das eleições - e dos recursos judiciais - o Congresso norte-americano entra em um período conhecido como "lame duck" (a tradução para o português é pato coxo). Significa que a atividade legislativa é mínima. Espera que se inicie uma nova legislatura, um novo período parlamentar. As datas foram estabelecidas em 1933. Diz que o novo mandato presidencial começa em 20 de janeiro e no dia 03 desse mesmo mês, uma nova composição do Congresso.


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Donald Trump já é um lame duck.

Quando começam apurar os votos, o presidente torna-se um "pato coxo" imediatamente. Um mandatário que o Congresso não pode aceitar nenhuma iniciativa legislativa. Mas como se trata de Trump, nenhuma cenário estrambótico pode ser eliminado. De ofício, a Casa Branca formou uma comissão de transição. E mais,  nomeou Chris Lidell, vice-chefe de gabinete de Trump, para chefiá-la. Segundo o jornal Washington Post, Trump reagiu muito mal às leis de transição. Não queria assinar nenhum documento. Dizia que "não gostava" de participar de qualquer transição porque a considera um "karma ruim". Finalmente resolveu assinar após verificar que era requerido por lei. Mas deixou claro que não deviam dar publicidade ao fato. Como no Brasil, tudo na vaza nos Estados Desunidos. A cena foi publicada pelo Washington Post.


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Já há um memorando de quatro páginas de entendimento.

A tradição eleitoral presidencial nos Estados Desunidos determina que o candidato derrotado telefone ao vencedor, dando-lhe os parabéns pela vitória. Ninguém acredita que essa tradição será mantida. Também determina que os dois - vencedor e derrotado - falem ao público, pela televisão, dando por encerrado o período eleitoral. Não há um só norte-americano que acredite na permanência dessa outra tradição. Mas já há um memorando de quatro páginas de entendimento da campanha de Joe Biden e a Casa Branca, estabelecendo as linhas de comunicação entre ambos lados. O primeiro item diz quais informações poderão ser levadas ao público e aquelas que permanecerão em segredo - principalmente assuntos de inteligência e estratégia militar.


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"Midnight actions", decisões impetuosas nos piores momentos.

Com o resultado das apurações, vem o que os norte-americanos estão denominando de "midnight actions", um período de decisões impetuosas nos piores momentos de Trump. Ninguém espera dele decisões sóbrias e bem educadas. Todos aguardam, por exemplo, que ele demita Anthony Fauci, o maior especialista em pandemia dos Estados Unidos. Além da guerra nos tribunais (nas ruas?), também aguardam que Trump conceda perdão presidencial a seus antigos colaboradores e advogados que estão nos cárceres.

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