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14/12/2016 07:08

O velho supermercado acabou. Vejam o novo supermercado

Mário Sérgio Lorenzetto
O velho supermercado acabou. Vejam o novo supermercado

Parece que vivemos na antessala da família Jetson, mas ainda somos muito parecidos com os membros da família Flintstone. Nunca o futuro esteve tão próximo do passado. O fato é que nesta semana o mundo dos supermercados entrou em polvorosa com a divulgação do projeto Amazon Go.

Para quem chegou agora, a coisa é o seguinte: imagine um supermercado onde não há caixas, nem nenhum sistema de cobrança presencial. Sumiram as pessoas e as máquinas de cobrar as compras. Os clientes são previamente cadastrados. Entram no supermercado depois de fazer um checkin digital. Podem apanhar o que quiserem nas prateleiras e depois sair sem dar conta a ninguém. A sensação que fica é a de que o cliente roubou o supermercado. Mas não é nada disso.

Na verdade, os supermercados Amazon Go têm uma série de câmeras acompanhando os movimentos de cada cliente. Os sistemas de computadores leem esses movimentos e interpretam o que eles significam. Nada é cobrado indevidamente.

Escrito nem parece grande coisa. Mas a revolução é gigantesca. É claro, não se trata de uma boa notícia para os milhões de trabalhadores dos supermercados. Para eles isso será um desastre. É como se um carro da Uber tivesse entrado desgovernado supermercado adentro. Mas é inevitável.

Li há pouco dias no Correio do Estado uma entrevista daquele que foi o maior varejista de Campo Grande. Troncoso, credita à organização dos supermercados atuais a falência de seu próspero negócio. Está coberto de razão. Não acompanhou a evolução dos negócios e fechou a porta de seu armazém. Acreditem, o supermercado da Amazon Go fechará as portas daqueles que não evoluírem.

O velho supermercado acabou. Vejam o novo supermercado

Pedras para tropeçar

"Pedras tropeçadoras" são pedras de cimento, cobertas por placas de latão, que fazem parte de um projeto criado por um artista de Berlim chamado Gunter Demnig. As pedras são semi-enterradas nas portas das casas onde viviam judeus que foram mortos na Segunda Guerra Mundial. Nelas, escreve-se o nome das vítimas, recordando que elas viviam ali.
A intenção de Gunter é simples: fazer com que as pessoas tropecem - emocionalmente - em um passado que teima em ser esquecido e que ganha vulto neste momento em todo o mundo.

Elas estão em Praga, mas não aparecem em Munique, onde deveriam estar. Lá as pedras foram proibidas. E estão guardadas em um depósito. Esperam pela bondade de uma sociedade mais fraterna e que compreenda a importância de não repetirmos os erros do passado.

Ontem, o Comandante do Exército Brasileiro, General Eduardo Villas Boas, disse que há "chance zero" da volta dos militares ao poder. Também chamou de "malucos" a todos que aspiram esse erro do nosso passado. Ainda que se constate a lambança que os civis estão fazendo, só sairemos, em algum dia distante, da crise que nos colocaram, com a força da democracia. Seria de bom alvitre colocar "pedras tropeçadoras" nas portas das antigas residências dos que foram mortos durante o período militar. Tanto de militares como de guerrilheiros.

O velho supermercado acabou. Vejam o novo supermercado

A alta tecnologia verga-se a Trump

No final de 2015, os comandantes da alta tecnologia reuniram-se para pleitear ao governo a concessão do green card especial para trabalhadores qualificados do setor. A ideia era flexibilizar as leis de imigração e os limites impostos a essa massa de trabalhadores da nova economia.
Pois os maiores magnatas do setor da alta tecnologia acabam de subir no elevador da Trump Tower.

Todos aqueles que apoiaram publicamente Hilary Clinton, reuniram-se com o presidente-eleito. Trump convocou a nata do norte da Califórnia para essa reunião. Lá estiveram os donos e gerentes do Facebook, Microsoft, Apple, Intel, Cisco, Oracle, Google e Tesla. Nenhum deles disse uma só palavra sobre a concessão do green card. Ninguém murmurou uma crítica, um desejo ou um patamar de negociação. Ovelhas indo para o matadouro.

Era um momento histórico que se perdeu. Era a hora deles afirmarem que não tolerarão qualquer ataque à internet livre. Trump prometeu na campanha "encerrar partes da internet".
A Califórnia tem de se assumir como o Estado da Resistência aos disparates de Trump e não curvar-se.

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Grandes lucros com pequenas mudanças

Durante dezenas de anos muito se discutiu sobre o valor potencial de uma invenção. Uma pequena mudança em um produto renderia lucros consideráveis? Esse valor foi demonstrado no final da década de 1990. E o mundo se transformou. Todos passaram a buscar as mudanças, as invenções.

A transformação das ideias se deu quando um inventor recebeu US$10 milhões em um processo contra fabricantes de automóveis. Havia falado com um deles a respeito de sua nova ideia para limpadores de para-brisa. Robert Kearns pensou que os limpadores de para-brisa eram ineficientes em caso de garoa. Precisavam ser ligados e desligados repetidas vezes. Kearns percebeu essa falha e concebeu uma maneira de resolver o problema. Criou um pequeno mecanismo que permitia uma variedade de velocidades. Era muito simples. O inventor instalou o mecanismo em seu carro Ford e foi com ele até a sede do fabricante em Detroit, onde, de imediato, os engenheiros perceberam as vantagens da invenção.

Kearns interpretou o interesse como indicação de que a Ford compraria sua invenção. Mas quando a Ford começou a instalar limpadores intermitentes em seus carros sem oferecer a Kearns qualquer tipo de compensação, ele processou a empresa e ganhou US$10 milhões. Ele também foi atrás de outros 19 fabricantes de automóveis que usavam sua invenção. Kearns e as empresas obtiveram grandes lucros com uma pequena mudança.



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