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Em Pauta

Vacina não é produto de supermercado. Não há escolha

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 25/11/2020 06:27
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Ainda não temos uma só vacina pronta no mundo. Mas há 5 vacinas dos EUA e da Europa, 2 da China e uma da Rússia nas fases finais de testes. Mesmo para quem acompanha diariamente a evolução dos testes dessas vacinas, a confusão é grande. A cada dia divulgam uma data diferente de quando entregarão os resultados para as autoridades sanitárias dos países para que já venderam. Os paulistas aguardam pela chinesa. Os demais brasileiros, pela inglesa. O ministério da Saúde encetou novas conversas com outras fábricas. Não há perspectiva alguma de que possamos aguardar por outras vacinas que não a chinesa e a inglesa.


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As boas escolhas das vacinas.

Ambas adotaram técnicas tradicionais, comprovação em elevado número de vacinas para outras moléstias. Cientificamente, não há o que temer. O resto é puro preconceito... e fé em ideologias. Temos de entender que vacina não é produto de supermercado. Não podemos escolher. Muito pelo contrário, só podemos aplaudir os governantes pelas boas escolhas de ambas. Tudo indica que funcionarão a contento.


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Sem dinheiro e sem contrato.

Há dezenas de países que ainda não tem um contrato sequer para adquirir vacina. Até a presente data apenas a Argentina, na América do Sul, pode aspirar por alguma vacina em prazo curto de tempo. Os argentinos devem essa boa chance a apenas uma empresa farmacêutica, que pertence a uma família com claras ligações esquerdistas. O debate ideológico também é forte no país vizinho. Mas há países que não tem contrato. Outros, não dispõem de dinheiro para a aquisição de uma vacina. Temos os dois: bons contratos e dinheiro.


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Como ficarão os paraguaios e os bolivianos?

As populações fronteiriças de paraguaios e bolivianos costumeiramente são atendidos em nossos postos de saúde. Até mesmo em nossos hospitais. Não há perspectiva alguma do Brasil e São Paulo disponibilizarem altas cargas de vacinas para os brasileiros até meados do próximo ano. Provavelmente, receberemos pouquíssimas doses entre o final de fevereiro e o início de março. Mas isso é uma conjectura otimista. Todavia, o que é otimismo para nós, para eles é um milagre. Não há perspectiva alguma de paraguaios e bolivianos serem vacinados em seus países em curto espaço temporal. Eles serão vacinados nos postos brasileiros?

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