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Direto das ruas

Morador reclama de motos e pilotos cobram espaço para manobras

Por Kleber Clajus | 23/11/2014 17:34
Pilotos querem espaço fechado para prática de manobras radicais, mas hoje tem que improvisar em área no Jóquei Clube (Foto: Marcelo Calazans)
Pilotos querem espaço fechado para prática de manobras radicais, mas hoje tem que improvisar em área no Jóquei Clube (Foto: Marcelo Calazans)
Carro se arrisca entre pedestres que utilizam estacionamento para prática de exercício físico (Foto: Marcelo Calazans)
Carro se arrisca entre pedestres que utilizam estacionamento para prática de exercício físico (Foto: Marcelo Calazans)

O estacionamento do Jóquei Clube de Campo Grande virou área de treino para uma equipe de wheeling, modalidade esportiva em que se realiza manobras de moto com apenas uma roda. A prática preocupa um morador do Bairro Paulo Coelho Machado pelo fato de este não ser o local adequado para a prática e incentivar, mesmo que indiretamente, outras pessoas sem experiência a repetir os movimentos.

“Final do dia ferve de gente e revolta porque vira baderna com som alto e motos sem placa. Mesmo os profissionais deveriam ter um lugar adequado, porque as pessoas usam o espaço para fazer exercício e as crianças brincar com pipa e bicicleta”, explicou o morador, sem se identificar, pelo canal Direto das Ruas.

Ao lado do treinamento de pilotos profissionais, a equipe do Campo Grande News constatou que motociclistas tentavam manobras sem o mínimo de segurança e um carro realizava manobras tendo no painel uma garrafa de cerveja.

Thiago Moreira, piloto de shows por 15 anos e mecânico de motos, explica que o esporte não pode ser confundido com “baderna”, porém lamenta não ter uma área adequada e fechada para praticá-lo. Ele garante que o grupo, formado por mais três motociclistas, possui autorização para realizar manobras em uma área do estacionamento delimitada por cones.

“Utilizamos todos os equipamentos de segurança como capacete, protetor de pescoço e luvas, além das motos serem adaptadas ao esporte e não circularem nas ruas. Somos federados e quando vem outras pessoas até explicamos que não se pode realizar manobras sem segurança, mas quando há aglomeração deixamos o local”, contou Thiago.

Já o empresário Gleverson Teixeira, que há quatros pratica wheeling, admite a necessidade de uma área adequada ao esporte, bem como incentivo para contribuir na diferenciação dos profissionais daqueles que só querem “tumulto e se aparecer”.

O Campo Grande News entrou em contato com o diretor-presidente da Funesp (Fundação Municipal de Esporte), José Eduardo Amâncio da Mota, mas não obteve retorno sobre possibilidade de um espaço apropriado para os motociclistas.