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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

01/04/2018 10:43

Moradores relatam rotina de falta de ônibus, barro e medo no Riviera Park

Eles caminham até 10 quadras para pegar o transporte coletivo. Para fugir do lamaçal, estratégia é proteger calçado com sacolinha

Aline dos Santos e Mirian Machado
Água empoça em ruas sem asfalto. (Foto: Paulo Francis)Água empoça em ruas sem asfalto. (Foto: Paulo Francis)

No bairro Riviera Parque, perto do Portal Caiobá, em Campo Grande, alguns reclamam da insegurança, outros da falta de iluminação e todos da falta de uma linha de ônibus e do lamaçal. Os pontos de ônibus mais próximos ficam no Santa Emília e Caiobá. Para chegar ao primeiro, é preciso caminhar por sete quadras. Até o segundo bairro, são dez quadras.

O relato dos moradores é que as ruas são cobertas por lama mesmo quando não chove e, para vencer o barro, recorrem a estratégias. Como amarrar sacolinhas nos pés para preservar os calçados ou fazer parte da caminhada com chinelo e só calçar o sapato quando chega no asfalto.

“Precisa muito de um ponto de ônibus”, diz o pedreiro Jorge Ferreira de Almeida, 62 anos. Ele conta que leva a neta para pegar transporte coletivo, sempre com sacolas para proteger os pés.

Louane Natali Fernandes, 31 anos, afirma que o maior problema é o barro. “Não consigo sair a pé na rua. E o asfalto não deve vir tão cedo para cá. Está saindo um loteamento próximo, quem sabe façam asfalto para valorizar”, diz. Louane trabalha em um restaurante e mora há 4 anos no Riviera.

Leandro faz parte de grupo de WhatsApp de moradores: estratégia contra a insegurança. (Foto: Paulo Francis)Leandro faz parte de grupo de WhatsApp de moradores: estratégia contra a insegurança. (Foto: Paulo Francis)
Manassés conta que nem caminhão da coleta do lixo se arrisca em lamaçal. (Foto: Paulo Francis)Manassés conta que nem caminhão da coleta do lixo se arrisca em lamaçal. (Foto: Paulo Francis)

Para quem tem veículo, o lamaçal também é um desafio a ser vencido. “Ontem, dois motoqueiros caíram no barro. O caminhão de lixo nem passa, não se arrisca”, conta o perito veicular Manassés dos Santos, 24 anos, sobre os perigos no cruzamento das ruas Capitão Airton Rebouças e Flora do Pantanal.

Manassés também sofre com outra grande reclamação de quem mora no bairro: roubos e furtos. No Natal, ele teve a casa furtada. Ao chegar na residência, encontrou o sofá do lado de fora porque os ladrões não conseguiram levar.

Ozélia de Oliveira, 54 anos, foi assaltada no último dia 8. “Era 14 h, estava voltando para a casa e levaram todo o meu pagamento”, diz. Em busca de mais seguranças, os moradores têm grupo de WhatsApp.

“Para avisar dos perigos. Tentaram entrar na conveniência, que estava fechada. Liguei seis vezes para polícia, disse que o bandido estava na minha porta, mas não vieram”, relata o comerciante Leandro da Silva Rodrigues, 35 anos. A conveniência fica em uma rua que faz divisa com uma plantação de milho. O loteamento tem dez anos.

O Campo Grande News tenta contato com a assessoria da prefeitura de Campo Grande e da secretaria de Segurança do Estado deste ontem, mas não obteve resposta.

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Caminhada é de até dez quadras para chegar a ponto de ônibus. (Paulo Francis)Caminhada é de até dez quadras para chegar a ponto de ônibus. (Paulo Francis)


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