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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018

20/01/2014 08:32

Área vira "queridinha" de construtoras e apartamento já custa R$ 2 milhões

Zana Zaidan

Enquanto do lado de dentro adultos e crianças, atletas e moradores aproveitam os atrativos do Parque das Nações Indígenas, do lado de fora, quem investiu em imóveis na região só tem o que comemorar. Em dois anos, a valorização do metro quadrado da região ultrapassou 57%, conforme números do Secovi/MS (Sindicato da Habitação). Hoje, para morar no entorno do parque, só quem tiver no mínimo R$ 2 milhões na conta.

Os números positivos do setor imobiliário fizeram da região a mais visada pelas grandes construtoras. Quem passa por ali, vê as obras dos novos empreendimentos em andamento e o presidente do Secovi/MS estima que, em não mais que dois anos, o metro quadrado salte dos atuais R$ 5,5 mil para R$ 7 mil.

 

No entorno do Parque das Nações, obras e edifícios já concluídos tomam a paisagem o Ibirapuera de Campo Grande (Foto: Cleber Gellio)No entorno do Parque das Nações, obras e edifícios já concluídos tomam a paisagem o "Ibirapuera de Campo Grande" (Foto: Cleber Gellio)

“O Parque das Nações é o nosso Ibirapuera. O verde e pistas de caminhadas, tanto do lado de dentro quanto na avenida Afonso Pena, atraem qualquer um. Porque comprar ali não é só morar, mas investir”, compara o presidente do Secovi/MS, Marcos Augusto Netto, com o reduto paulista dos imóveis de alto padrão para quem coloca a qualidade de vida em primeiro lugar.

“Fora o parque, é uma região autossuficiente. Saindo de casa a pé, você tem todos os serviços por perto. Escolas, padarias, restaurantes, farmácias, bancos, transporte público acessível, e um shopping, com cinema e todo tipo de loja. Esses são os fatores que mais pesam tanto para a construtora como para o comprador”, acrescenta.

O mercado – O Grupo Plaenge reforça os motivos para apostar na região. No entorno do Parque das Nações, o primeiro empreendimento foi entregue em maio de 2011, o Le Corbusier, na Antônio Maria Coelho.

O vizinho é o condomínio Arts de France Residence, cuja primeira das duas torres foi entregue em outubro do ano passado, e a próxima está prevista para o final deste ano.

"Fazemos pesquisas de mercado para entender onde as pessoas querem morar. Uns querem um lar perto da universidade, outros perto do Centro, mas o desejo da maioria é perto do parque”, aponta o gerente regional da Plaenge em Campo Grande, Luiz Octávio Pinho.

 

Na área mais nobre da cidade, o prédio da Plaenge é para quem pode pagar R$ 2milhões (Foto: Arquivo) Na área mais nobre da cidade, o prédio da Plaenge é para quem pode pagar R$ 2milhões (Foto: Arquivo)
Maquete do Passarela; construtora carioca também apostou na região do Parque (Foto: Arquivo)Maquete do Passarela; construtora carioca também apostou na região do Parque (Foto: Arquivo)

Ele explica que, por lá, os imóveis construídos são de alto padrão (com itens como fitness center, sauna, sala de repouso e de massagem, quadra de tênis), por isso, não saem por menos de R$ 2 milhões. “E construir um prédio top de linha valoriza a região, além de atrair outras empresas. O entorno do parque hoje é mesmo o espaço mais cobiçado”, acrescenta.

A paulista Helbor é outra que aposta no Parque, e chega para concorrer com a então soberana Plaenge na área nobre da cidade. Na rua Tabelião Murilo Rolim, a previsão de inauguração do Passarela Park Prime é 2016, com apartamentos com preços pouco menos salgados, entre R$ 650 mil e R$ 850 mil, mas ainda voltados para a classe média alta, com home cinema, miniarvorismo para as crianças e pet place.

Motivo que levou a incorporadora a apontar a região como “estratégica”. “A área sofreu modificações importantes nos últimos cinco anos, os melhores empreendimentos estão instalados próximos daqui, além do acesso às principais avenidas da cidade”, pontua o diretor da Setin, uma das empresas da incorporadora, Antônio Setin.

 

Verde do Parque é atrativo para quem busca qualidade de vida (Foto: Arquivo)Verde do Parque é atrativo para quem busca qualidade de vida (Foto: Arquivo)

Do outro lado da moeda, quem mora corrobora a tese dos especialistas do mercado imobiliário. “Moro há pouco mais de três anos e recomendaria cegamente. Posso estar sempre no parque, caminhando. É próximo ao centro, ao shopping, proporciona uma qualidade de vida fantástica e não tenho dúvida de que seja um excelente local para investir”, opina o advogado Denner Mascarenhas, 40 anos, que mora em frente ao parque.

O começo – Apesar de sinônimo de qualidade de vida, o “divisor de águas” que conceituou a região do Parque como o metro quadrado mais caro da cidade, foi a inauguração do shopping Campo Grande, há 24 anos.

“Antes, a cidade acabava ali. Foi a chegada do shopping, o primeiro de Campo Grande, que atraiu comerciantes e trouxe infraestrutura, avenidas, asfalto, o que deram o ‘start’ para a valorização da região. Esse processo de urbanização atraiu as incorporadoras, que começaram a anunciar o parque como atrativo para seus empreendimentos”, acredita Netto.

Urbanização e valorização imobiliária chegou ao entorno do Parque após inauguração do shopping (Foto: Roberto Higa)Urbanização e valorização imobiliária chegou ao entorno do Parque após inauguração do shopping (Foto: Roberto Higa)


ALGUÉM SABE SE TEM ALGUMA PREVISÃO DE INVESTIMENTOS DA MESMA MONTA LÁ NO PARQUE SÓTER?
 
YURI MATTOS em 20/02/2014 19:50:23
Infelizmente a Afonso Pena acesso ao Parque se transformou em local de circo,outdorrs, funkeiros mixando nas arvores,bebâdos e botecos esparramados de ponta a ponta. Uma pena ruim de ver.
 
Edson Inocêncio em 21/01/2014 10:11:07
Quem diz não haver bolha no mercado imobiliária brasileiro não conhece nada de economia. Há fundamentos acadêmicos e os maiores especialista no assunto, do mundo, que afirmam isso. Um deles, inclusive, um dos economistas ganhadores do Nobel em 2013, o mesmo que havia prevista a bolha nos EUA.
 
Fabiano Silva em 20/01/2014 17:20:46
A facilidade do crédito fez aumentar a demanda e consequentemente o preço dos imóveis. Os maiores responsáveis por isso são a nova classe média, que agora possuem crédito e estão concretizando seus desejos. No entanto o crédito acaba, e as dívidas contraídas perduram por até 30 anos, acarretando em menos demanda, e diminuindo a velocidade da valorização, o que já vem ocorrendo em alguns locais. Eu não acredito que seja viável investir num cenário desses. Mas para morar é bom, pois a expectativa é de longo prazo.
 
Wellington Amaral em 20/01/2014 16:55:50
Só espero que estes ricos não encrenquem com os shows que reúnem milhares de pessoas no Parque. Eles já estão alterando a paisagem, ninguém mais consegue ver o por-do-sol lá do lago, porque os prédios tampam tudo.
 
Walace Moura em 20/01/2014 16:46:35
Com esse valor é melhor comprar um imóvel em Miami ou mesmo em New York, o Brasil vive uma Matrix que não existe em nenhuma outra imaginação.
 
Antonio Carlos em 20/01/2014 14:31:28
Não existe bolha no mercado imobiliário brasileiro. Ha varios estudos que comprovam
isso. É so consultar SBPE - Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo e EMBRAESP - Empresa Brasileira de Estudos de Patrimonio. Essa historia de falar sem conhecimento só atrapalha o trabalho sério de algumas pessoas. Quem deixar de comprar pensando na Bolha, vai ficar sem imóvel.








 
cleber pereira barbier em 20/01/2014 14:30:37
Pura propaganda imobiliária.Não respeitam o uso do solo.Já perfuraram um lençol freático na construção das três torres.E agora vão poluir em nome do lucro fantástico.Em pouco tempo ficará feia e um gargalo de engarrafamentos no horário de pico e enchentes no verão.E ainda se dizem felizes ao recomendar aos outros.Pura ilusão.
 
Marcia França em 20/01/2014 14:19:32
Vou apenas reproduzir:

“Uma bolha é algo contagiante que nasce da percepção das pessoas que é fácil ganhar dinheiro com algo. O entusiasmo é alimentado pela midia, que ajuda a inflar a bolha. Todo mundo pensa sobre os tópicos da moda e ninguém quer saber sobre o que não está em foco. As pessoas reagem com emoções, não conseguem ficar de fora quando entendem que é fácil ganhar dinheiro de alguma forma. Imagine se não houvesse psicologia nesse processo todo, se todo mundo tivesse expectativas racionais. O problema é que isso não existe. As pessoas acham que as coisas são estáveis e não vão se dar conta de que os preços podem cair até eles cairem.” – Robert Shiller, ganhador do Prêmio Nobel de Economia 2013, previu, em 2005, a bolha imobiliária nos EUA.
 
Mériele Oliveira em 20/01/2014 13:13:17
Meu caro Pedro A Braga. Sei que vc está apenas brincando, pois, uma pessoa com um mínimo de inteligência sabe que o sr. está totalmente equivocado. Matricule já!
 
Juvenal Coelho em 20/01/2014 12:53:45
Daiana Schmidt, a matéria que você postou o link é muito boa e explicativa, vale a pena dar uma olhada.
 
Adonis Vormann em 20/01/2014 12:50:36
Tudo isso, graças a um visionário: O Governador Pedro Pedrossian, que preparava Campo Grande, para ser o que é hoje, uma cidade progressista, moderna e que cresce sem ter grande problemas com o plano diretor, preparado com antecedência.
 
Valter Oliveira em 20/01/2014 12:40:16
ESTÃO ACABANDO COM O SOSSEGO DO PARQUE . . . NÃO TEMOS MAIS TRANQUILIDADE NEM PARA CHEGAR ATÉ O PARQUE DAS NAÇÕES PELA RUA ANTONIO MARIA COELHO, POIS O MOVIMENTO DE VEICULOS POR LÁ QUADRUPLICOU, SEM CONTAR A SUJEIRA DOS CAMINHOES DAS OBRAS. . .
PODER PUBLICO TOMEM PROVIDENCIAS PARA PRESERVAR ESSA AREA MARAVILHOSA DE LAZER E DESPORTOS (DAS POUCAS PRESERVADAS QUE AINDA TEMOS) ...
POPULAÇÃO, VAMOS FICAR ATENTOS PARA O QUE AINDA VEM ...
 
vandro pinto em 20/01/2014 12:20:34
O engraçado é que, segundo "a lenda", existe uma lei de uso do solo nessa região que "proibe" a construção de qualquer empreendimento acima de 5 andares! Nessas horas que fica muito claro o que acaba falando mai$ alto! Dúvida$$$$?
 
Ricardo Boretti em 20/01/2014 12:03:38
Que tal umas informações um pouco mais atualizadas Diana Schimidt? Não é querendo ser pessimista ou alarmista, mas a bolha é uma fato que infelizmente muitos insistem em não ver:
http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/3145047/acoes-construtoras-bovespa-refletem-temida-bolha-imobiliaria

E não venham dizer que "nossa realidade é outra" estamos sim pagando preços de primeiro mundo em imóveis de 3ºmundo:
http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tema-livre/blog-expoe-a-espantosa-bolha-imobiliaria-brasileira-comparando-nossos-precos-com-os-de-outros-paises/
 
Luiz Antonio de Marco em 20/01/2014 12:03:17
Aos que falam sobre bolha achei interessante:
http://ricamconsultoria.com.br/news/artigos/palestra_mercado_imobiliario
 
Daiana Schmidt em 20/01/2014 11:09:43
LÁ ESTA DE PARABÉNS, MAS EM COMPENSAÇÃO, MAIORIA DOS BAIRROS DA PERIFERIA, COITADOS, ESTÃO ARRASADOS, ESTE PREFEITO, NÃO SE ACHOU EM CAMPO AINDA, OU É IGNORANTE DEMAIS, PARA SER O PRESIDENTE DO POVO CAMPO GRANDENSE, PREFEITO, OUÇA OS VEREADORES, SÓ O SENHOR NÃO DÁ CONTA DE OLHAR TUDO, CAMPO GRANDE É GRANDE, VEREADOR É PARA ISSO, ANOTAR OS PROBLEMAS PERIFÉRICOS, E LEVAR AO EXECUTIVO, PARA SOLUCIONAR, BERNAL, FAÇA ISSO, E SERÁ BOM PARA VOCÊ E A SOCIEDADE, QUE ELEGEU, VEREADOR PARA REPRESENTÁ-LO.
 
PEDRO A BRAGA em 20/01/2014 10:39:55
Concordo com o Luciano Yamauchi.
E por mais que sejam mercados financeiros com características diferentes, a bolha pode sim estourar, logo, logo. Não podemos pensar que a bolha lá foi uma "marolinha"...
Nos últimos anos temos visto uma supervalorização de imóveis em Campo Grande e não apenas em regiões nobres. Muitas vezes são imóveis que têm seu valor de venda muito mais alto do que o valor real. A mesma coisa se vê em imóveis de aluguel.
Há de se chegar a um momento em que tudo isso pode causar saturação, e aí, o resultado pode afetar outros setores, e não seria por falta de aviso.
Claro que rezamos para que isso não aconteça, afinal, o mercado aquecido favorece a todos, mas, cautela nunca é demais.
 
Mériele Oliveira em 20/01/2014 10:37:07
Essa foto me lembra ver a construção do shopping Bosques dos Ipês que com certeza daqui alguns anos vai valorizar muito a região onde foi construído.
 
Marcos Wild em 20/01/2014 10:36:35
Nos EUA, a classe média hipotecava seus imóveis e investia em ações na bolsa. Quando os imóveis começaram a desvalorizar, pois a oferta era maior do que a procura, e o desemprego aumentou, esses "investidores" não tinham mais dinheiro para pagar suas hipotecas e as financiadoras começaram a pedir os imóveis de volta. Foi um efeito dominó. Mas nos EUA, a política de crédito era bem diferente do nosso país, os bancos concediam crédito até para pessoas desempregadas. Aqui no Brasil, a concessão de crédito é mais criteriosa e a análise de crédito é realizada com muito mais rigor. Se acontecer, não penso que seria a curto prazo.
 
Rita Brum em 20/01/2014 10:33:41
Luciano....são realidades diferentes, sistemas financeiros de financiamento também diferentes meu fio, aqui a bolha ainda aguenta ser estufada por uns 30 anos que não arrebenta não. já comprou o seu ??? não ??? então corre enquanto é tempo.
 
Suzi da Costa em 20/01/2014 09:38:02
Tenho até medo de ver quando esta bolha imobiliária estourar, não creio que por mais valorizada que seja um imóvel nesta região valha o que mercado atualmente cobra, pode até ser que a demanda esteja aquecida, mas não justifica que se cobre o que estão pedindo, ainda mais se analisarmos o que ocorreu com o mercado imobiliário norte americano, vide o exemplo da casa do ator Chuck Norris que está sendo vendida por U$ 1.2 milhões (R$ 2.8 milhões) tem muito mais itens de conforto que qualquer condomínio destes, além de ser privativo e não de uso coletivo. Pra quem quiser conferir é só cubar no google pelo termo "Chuck Norris house for sale" e verão a mansão do cara.
 
Luciano Yamauchi em 20/01/2014 09:11:23
Achei linda essa foto antiga do shopping! Com certeza, na época devido o lugar, chamaram o autor dessa proeza de louco.
 
Ivan Carlos em 20/01/2014 09:08:42
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