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07/03/2017 16:30

Cenário ruim no campo de MS também favoreceu queda histórica do PIB

Ricardo Campos Jr.
Queda na produtividade do milho ajudou a derrubar PIB (Foto: Agencia Brasil)Queda na produtividade do milho ajudou a derrubar PIB (Foto: Agencia Brasil)

Queda na produtividade de alguns cultivos derrubou os índices da agropecuária no PIB brasileiro. Segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (7) pelo IBGE, o setor fechou 2016 com queda de -6,6% em comparação com o ano anterior, que favoreceu a retração de 3,6% no Produto Interno Bruno nacional, que segundo o órgão representa a maior recessão desde 1947 se somado ao índice de 2015.

Mato Grosso do Sul acompanhou esse cenário principalmente no plantio do milho, que apresentou queda de 33% na produção por influências climáticas, segundo a gestora do departamento econômico do sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária) no estado, Adriana Macasarenhas.

Ela afirma que a nível nacional a queda na safra do grão chegou a 21,2%, contrastando com preços 53% maiores. “Nós tínhamos preço, mas não tínhamos produto”, explica. Ainda no cenário brasileiro, segundo ela, a soja apresentou queda de produtividade de 0,8% com preços 12% maiores comparando os anos de 2015 e 2016.

Já a pecuária também apresentou retração em Mato Grosso do Sul no mesmo período, de 4,72%, conforme Adriana.

Os abates também tiveram retração de 4,72% em Mato Grosso do Sul. O comportamento de Mato Grosso do Sul acompanhou o nacional. Quebra de safra, retração de abate bovino. Todo esse cenário nacional teve esse mesmo comportamento.

As perspectivas no estado para este ano são otimistas. “No primeiro bimestre tivemos um resultado muito interessante para a exportação da soja, que dobramos. Isso tem desenhado o cenário”, afirma a gestora.

É preciso, segundo ela, que o país consiga reverter outros números que também comprometem o setor, como por exemplo o desemprego. O alto índice de pessoas sem ocupação afeta o mercado.

“No setor de pecuária, por exemplo, 80% tanto da bovinocultura de corte como de aves dependem do mercado interno e tivemos um comportamento muito aquém por causa da renda das famílias. Em 2017 já há melhoras nos números apresentados, queda nos juros e menor inflação, mas o desemprego continua no mesmo nível. Precisamos ter uma reversão e uma recuperação para uma rentabilidade maior, de modo que as pessoas voltem a consumir mais”, diz Adriana.

Com relação às exportações, segundo ela, os produtos têm sido competitivos. O volume de soja vendido ao exterior dobrou em volume, indo de 114 mil toneladas para 286 mil toneladas em comparação com os dois primeiros meses de 2017 e 2016, com receita de U$ 52 milhões no primeiro período e U$ 114 milhões neste ano.

“Esses números ainda são reflexo da safra anterior. Vamos vamos o reflexo da safra atual nos próximos meses. A expectativa para esse ano é ver a reação da recuperação da economia”, conclui.

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