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Campo Grande, Sábado, 21 de Outubro de 2017

11/11/2015 13:34

Confiança dos empresários cai 2% e 65% veem piora na economia nacional

Liana Feitosa

A confiança do empresário de Campo Grande continua a cair de acordo com cálculo do ICEC (Índice de Confiança do Empresário do Comércio), da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Abaixo de 100 pontos desde março, ficando na zona negativa, o número foi de 86,5 em setembro para 54,8 em outubro, chegando a 2% de queda.

Em outubro de 2014, o índice era de 115 pontos. Também apresentaram queda o indicador de contratação de funcionários, de 88,6 em setembro para 87,7 no mês passado; assim como a intenção de investimento das empresas, de 70,3 para 67,8, e a expectativa quanto à economia brasileira, de 102,5 para 100,5 pontos.

Economia do país - Apenas 0,6% entre todas os empresários entrevistados consideram que a economia brasileira melhorou muito de setembro para cá. Por outro lado, 65,7% dos empresários consultados consideram que a economia nacional piorou muito no último mês.

A expectativa para o futuro mantém o pessimismo das condições avaliadas em outubro, sendo que 25,4% dos entrevistados acreditam que a economia piorará um pouco e 22,8% acredita que piorará muito.

No entanto, em relação às vendas do comércio, 38,7% dos empresários consultados acreditam que o setor viverá dias melhores no futuro, contra 19,9% que pensa que a realidade piorará.

Em relação aos postos de trabalho, 38,7% espera aumentar pelo menos um pouco o número de funcionários em breve, mas 47,1% acredita que será necessário reduzir um pouco o número de trabalhadores contratados.

Investimento - Com isso, o nível de investimento dos empresários no empreendimento deles será um pouco menor para 44,8% dos entrevistados. Somente 8,7% planeja investir fortemente na empresa em breve.

Para o presidente do Instituto de Pesquisa da Fecomércio MS (Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul), Edison Araújo, o pessimismo se deve à pressão exercida sobre o empresariado.

“O aumento da carga tributária e consumo arrefecido deixam o empresário mais inseguro e propenso a promover ajustes para adequar os custos e preservar o negócio”, resume.

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