Desenrola 3 abre nova frente criminosa de golpes na internet
Golpistas usam links patrocinados nas redes sociais para ludibriar quem quer quitar dívidas
A entrada em vigor da terceira fase do programa de renegociação de dívidas do Governo Federal, o Desenrola, no fim de setembro, reativou a ação de golpistas que tentam ludibriar devedores interessados em quitar as contas.
RESUMO
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O inicio da terceira fase do programa Desenrola do Governo Federal provocou o aumento de golpes virtuais direcionados a devedores. Criminosos utilizam links patrocinados, redes sociais e mensagens para atrair vítimas a sites falsos que imitam portais oficiais. Os fraudadores cobram taxas antecipadas via Pix ou boleto sob falsas promessas de quitação de dívidas. O Ministério da Fazenda alerta que a renegociação ocorre apenas nos bancos e que o governo nao envia links de cobranca.
Criminosos virtuais estão espalhando armadilhas por toda a internet. Para enganar as vítimas, os estelionatários investem, inclusive, em anúncios e links patrocinados que aparecem em motores de busca e redes sociais, além de disparar mensagens via WhatsApp e e-mail.
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Ao clicar nos links, o consumidor é direcionado para sites clonados que imitam a identidade visual de órgãos oficiais, entre eles a plataforma Gov, apresentando testes de elegibilidade fictícios e coletando dados pessoais como CPF e histórico de dívidas.
A fraude se concretiza quando os golpistas exigem cobranças antecipadas sob o pretexto de "taxa administrativa", "análise de crédito" "ativação do benefício", ou mesmo prometem descontos de 99% do valor devido.
Os valores são cobrados via Pix ou boleto com a promessa enganosa de limpar o nome. Um dos golpes, patrocinados no Instagram, promete limpeza do nome em 15 minutos, o que não é possível nas regras em vigor.
Após o pagamento, os estelionatários somem, a dívida permanece e a vítima perde o dinheiro transferido.
Não existe cobrança nem link patrocinado - Em alerta emitido pelo Ministério da Fazenda, a população é orientada sobre golpes praticados por meio de anúncios falsos nas plataformas da Meta, como Facebook, Instagram e WhatsApp, e também por meio de envio de links e mensagens digitais.
"A renegociação de dívidas é feita somente e diretamente nas instituições bancárias. Não há sites do Governo específicos para a renegociação, e não são enviados links, mensagens digitais ou SMS", avisa o Ministério.
Conforme informado, todas as informações e orientações sobre a renegociação de dívidas estão disponíveis no portal gov.br. Existe, ainda, página específica onde é possível até simular a renegociação: https://simuladordesenrola.fazenda.gov.br/


