Dólar cai a R$ 5,36 e Bolsa volta a fechar com recorde histórico
Queda da moeda americana e alta das blue chips levaram o Ibovespa ao maior nível da história
O dólar comercial fechou em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,36, nesta quinta-feira (15), após reação dos investidores a dados econômicos dos Estados Unidos. A moeda recuou diante da expectativa de manutenção dos juros pelo Fed (Federal Reserve), após pedidos de auxílio-desemprego abaixo do previsto. O movimento ocorreu no mercado financeiro, durante o pregão encerrado à tarde, em São Paulo (SP).
RESUMO
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O mercado financeiro brasileiro registrou movimentações positivas nesta quinta-feira (15), com o dólar comercial fechando em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,36. A reação dos investidores foi influenciada por dados econômicos dos Estados Unidos, especialmente após os pedidos de auxílio-desemprego ficarem abaixo do previsto. A Bolsa brasileira acompanhou o cenário externo favorável, com o Ibovespa atingindo seu maior nível histórico de fechamento, aos 165.568 pontos. No âmbito nacional, destaca-se a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., decretada pelo Banco Central, enquanto no cenário internacional, os Estados Unidos anunciaram nova tarifa sobre semicondutores.
A Bolsa brasileira acompanhou o cenário externo e encerrou o dia em alta de 0,26%. O Ibovespa fechou aos 165.568 pontos e alcançou o maior nível de fechamento da história. O índice chegou a tocar os 166 mil pontos, impulsionado por ações de grandes empresas do setor financeiro.
No Brasil, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. A empresa, novo nome da Reag Trust, esteve no centro da segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14). O fundador e ex-executivo João Carlos Mansur foi alvo de mandados de busca e apreensão.
No exterior, investidores reagiram aos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 198 mil na última semana, segundo o Departamento do Trabalho, abaixo da projeção de 215 mil. O resultado reforçou a leitura de estabilidade da política de juros no curto prazo.
O mercado também avaliou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), de impor tarifa de 25% sobre semicondutores de alto desempenho. A medida faz parte de uma estratégia para reduzir a dependência de fornecedores asiáticos e ampliar a produção interna. A Casa Branca informou que a tarifa não vale para chips destinados a data centers e startups.
As tensões geopolíticas seguiram no radar dos investidores globais. Declarações de Trump sobre o Irã e a Groenlândia aumentaram a cautela nos mercados internacionais. Países europeus enviaram tropas à Groenlândia após falas do presidente americano sobre possível anexação do território.
No acumulado, o dólar registra alta de 0,05% na semana e queda de 2,20% no mês e no ano. O Ibovespa soma avanço de 1,35% na semana e alta de 2,76% no mês e em 2026.


