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Economia

Dólar fecha em alta a R$ 5,38 e tensão EUA-Europa leva bolsa a recorde

Tarifas anunciadas por Trump impulsionam Ibovespa e elevam cautela nos mercados globais

Por Gustavo Bonotto | 20/01/2026 19:31
Dólar fecha em alta a R$ 5,38 e tensão EUA-Europa leva bolsa a recorde
Cédulas do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou em alta de 0,30%, cotado a R$ 5,38, nesta terça-feira (20), enquanto o Ibovespa avançou 0,87% e encerrou acima dos 166 mil pontos pela primeira vez, aos 166.277 pontos, na B3, em São Paulo (SP). O movimento ocorreu após o aumento das tensões entre Estados Unidos e Europa, provocado pelo anúncio de tarifas americanas, que levou investidores a reduzir posições em Wall Street e direcionar recursos para mercados emergentes, como o Brasil.

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O dólar comercial encerrou em alta de 0,30%, cotado a R$ 5,38, enquanto o Ibovespa atingiu novo recorde histórico ao ultrapassar os 166 mil pontos. O movimento foi impulsionado por tensões entre Estados Unidos e Europa, após o anúncio de tarifas americanas sobre países europeus contrários à anexação da Groenlândia. A escalada das tensões gerou forte impacto nos mercados globais, com quedas expressivas em Wall Street. O presidente Joe Biden anunciou tarifa de 10% contra países europeus, medida classificada como inaceitável pela União Europeia, que discute possíveis contramedidas econômicas, incluindo o uso do Instrumento Anticoerção.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), anunciou no sábado (17) tarifa de 10% contra países europeus contrários aos planos americanos de anexação da Groenlândia. A medida elevou a cautela no mercado internacional e colocou no radar a reação da União Europeia, que classificou as taxas como inaceitáveis e passou a discutir possíveis contramedidas econômicas.

Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a soberania da Groenlândia é inegociável e alertou que tarifas entre parceiros estratégicos representam erro político. A França defendeu resposta firme do bloco e pressionou pelo uso do Instrumento Anticoerção, mecanismo mais duro de retaliação econômica da União Europeia.

A escalada de tensão aumentou a aversão ao risco nos mercados globais. Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 1,76%, o S&P 500 recuou 2,06% e o Nasdaq perdeu 2,39%. Investidores buscaram proteção no ouro, que subiu 1,88%, cotado a US$ 4.758,93 por onça troy.

Na Europa, o índice Stoxx 600 caiu 0,72%. O FTSE 100, de Londres, recuou 0,67%, enquanto o DAX, de Frankfurt, perdeu 1,08%, e o CAC 40, de Paris, cedeu 0,61%. Na Ásia, os mercados fecharam sem direção única, com quedas no Japão e em Hong Kong e leve alta em Taiwan.

No Brasil, a migração de capital externo favoreceu ações de maior peso no Ibovespa, que acumulou alta de 0,90% na semana e 3,20% no mês e no ano. O dólar soma avanço de 0,14% na semana, mas registra queda de 1,98% no mês e no acumulado de 2026.

Sem indicadores domésticos relevantes no curto prazo, investidores seguem atentos ao noticiário internacional. O mercado acompanha os painéis do Fórum Econômico Mundial e aguarda discurso de Trump previsto para esta quarta-feira (21). Também está prevista audiência da diretora do Fed (Federal Reserve), Lisa Cook, na Suprema Corte dos Estados Unidos, após tentativa de demissão pelo presidente, caso visto como teste à independência do banco central americano.