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Economia

Dólar sobe a R$ 5,06 com avanço em acordo entre EUA e Irã

Mercado reagiu à queda do petróleo, inflação acima da meta e debate da escala 6x1

Por Gustavo Bonotto | 27/05/2026 19:31
Dólar sobe a R$ 5,06 com avanço em acordo entre EUA e Irã
Cédular do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar fechou esta quarta-feira (27) em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,0607, enquanto o Ibovespa caiu 0,48%, aos 175.744 pontos, sob influência do avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, da divulgação da prévia da inflação brasileira e da tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho no Congresso Nacional.

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O dólar fechou esta quarta-feira (27) em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,0607, enquanto o Ibovespa recuou 0,48%, aos 175.744 pontos, influenciado pelo avanço nas negociações entre EUA e Irã, que derrubou o petróleo, pelo IPCA-15 de maio acima do esperado, com alta de 0,62%, e pela aprovação do texto-base da PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas na Câmara dos Deputados.

A valorização da moeda americana ganhou força após a Casa Branca informar que as negociações com o Irã “progridem bem”. O mercado interpretou o cenário como sinal de redução das tensões no Oriente Médio, fator que derrubou os preços internacionais do petróleo ao longo do dia.

Perto das 17h15, o barril do Brent recuava 4,63%, cotado a US$ 94,97. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caía 4,76%, negociado a US$ 89,42.

O governo iraniano também indicou menor risco de conflito militar. Autoridades do país afirmaram que a possibilidade de guerra é baixa, apesar das divergências ainda existentes nas negociações com os norte-americanos.

No Brasil, investidores acompanharam a aprovação do texto-base da medida que propõe o fim da escala 6x1. A proposta passou por comissão da Câmara dos Deputados e ainda depende de votação em plenário antes de seguir para o Senado.

O parecer prevê redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, além de prazo de transição de até 14 meses para adaptação das empresas.

Outro fator que influenciou o mercado foi a divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), prévia da inflação oficial do País. O índice subiu 0,62% em maio, acima da expectativa do mercado financeiro, que projetava alta de 0,57%.

No acumulado de 12 meses, a inflação alcançou 4,64%, acima do teto da meta estipulada pelo governo federal. Alimentação, habitação e saúde lideraram a pressão sobre os preços.

Os alimentos consumidos dentro de casa tiveram forte impacto no resultado. Batata, tomate, leite longa vida e carnes registraram aumento, enquanto maçã e café moído ficaram mais baratos.

A energia elétrica residencial também pressionou o índice com avanço de 2,16%, impulsionado pela volta da bandeira tarifária amarela e reajustes em capitais do Nordeste.