MS mantém relação com 23 países da União Europeia e faturou US$ 1,3 bi em 2025
Celulose foi o principal item exportado ao bloco, somando 1 milhão de toneladas, equivalente a 26% do total
Em 2025, Mato Grosso do Sul exportou 3,76 milhões de toneladas de produtos para a União Europeia. A celulose liderou a exportação sul-mato-grossense, com 1 milhão de toneladas, o que representa 26% dos produtos do Estado para o bloco. Com a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, o titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, avalia que o Estado pode ampliar mercados.
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Mato Grosso do Sul exportou 3,76 milhões de toneladas de produtos para a União Europeia em 2025, gerando receita de US$ 1,3 bilhão. A celulose liderou as exportações com 1 milhão de toneladas, seguida por farelos de soja com 917 mil toneladas e carne bovina com 14 mil toneladas. Com a aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, o Estado prevê ampliar mercados. A Semadesc destaca a certificação de propriedades agrícolas nos padrões europeus e o potencial de crescimento para produtos como etanol, soja em grãos e celulose solúvel da Bracell.
“A primeira expectativa do Governo do Estado é de que, a partir da aprovação desse acordo, nós consigamos ampliar [as exportações]. Na verdade, nós temos uma possibilidade de ampliação de produtos que serão mais competitivos. É importante entender que a redução de tarifa significa aumentar a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses na União Europeia”, disse Verruck. O titular da pasta acredita que a celulose será um dos carro-chefes, sobretudo a celulose solúvel que a fábrica da Bracell vai produzir.
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O segundo produto mais exportado são farelos de soja, que representaram 917 mil toneladas comercializadas para o bloco. A carne bovina aparece em terceiro, com 14 mil toneladas exportadas. Outra medida que pode abrir mais portas para os produtos sul-mato-grossenses é a certificação de propriedades agrícolas dentro dos padrões europeus de produção, acordo alinhavado durante a COP30, realizada em Belém (PA), em novembro do ano passado.

“O Estado já fez um acordo com a União Europeia e avança na certificação. Vamos ter um certificado oficial nessas propriedades que não tiveram desmatamento depois de 2020 e estarão habilitadas para exportar seus produtos ao mercado europeu”, afirmou Verruck.
Outros produtos abundantes em Mato Grosso do Sul e que a União Europeia precisa são a soja em grãos e o farelo da soja, que devem ter as vendas aumentadas com o acordo. O secretário Jaime Verruck acredita, ainda, que haja espaço para o etanol produzido no Estado nos países europeus, que buscam descarbonizar a economia.
Saldo positivo - De acordo com dados do levantamento feito pela Assessoria de Economia da Semadesc, com a exportação de 3,76 milhões de toneladas de produtos, Mato Grosso do Sul faturou US$ 1,3 bilhão. No mesmo ano, as empresas do Estado compraram 77 mil toneladas de produtos do bloco europeu, perfazendo US$ 492 milhões. O saldo da balança comercial foi, portanto, altamente favorável a Mato Grosso do Sul no ano passado, fechando em US$ 812 milhões.
Ao todo, o Estado manteve relações comerciais com 23 países da União Europeia em 2025, sendo 20 como destinos de exportações e 23 como origens de importações. A Holanda (31,7%) e a Itália (31,4%) foram as principais portas de entrada de produtos sul-mato-grossenses no mercado europeu no ano passado. Já a Finlândia, que domina a tecnologia de produção de máquinas para a indústria de celulose, forneceu 67% dos produtos comprados da União Europeia pelo Estado.
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