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Economia

Pagamento de consignados não muda e cobrança continua caindo na sua conta

Quem tem esta modalidade de empréstimo não foi benefciado ainda pelas medidas do Governo e deve quitar parcelas

Por Rosana Siqueira | 08/04/2020 17:11
Empréstimo consignado é atrelado ao salário, conta ou aposentadoria (Kisie Ainõa)
Empréstimo consignado é atrelado ao salário, conta ou aposentadoria (Kisie Ainõa)

Quem tem empréstimo consignado deve ficar atento e pagar seus boletos. Porque mesmo com a crise na economia provocada pelo coronavírus, os empréstimos consignados vão continuar vencendo e sendo debitados na sua conta na data prevista. No Senado e na Câmara Federal vários projetos estão tentando suspender os pagamentos ou ajudar o cliente a ter mais prazo. No entanto até agora nada ficou acertado.

 O empréstimo consignado é aquele que é descontado diretamente do salário, aposentadoria ou pensão do correntista. A modalidade é muito popular entre os idosos e de acordo com o Banco Central até fevereiro o volume contratado no País beirava os R$ 400 milhões no País.

 A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) esclarece que não foi estabelecida nenhuma medida específica para flexibilizar o pagamento de empréstimos consignados neste momento.

 Os cinco maiores bancos associados à entidade (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) acordaram, no entanto, a possibilidade de prorrogar as demais dívidas de seus clientes por até 60 dias.

“Cada banco tem autonomia para definir, a partir de critérios próprios, quais linhas de crédito serão passíveis de prorrogação”, destacou a Febraban.

O Banco do Brasil, por exemplo informou que não oferece a possibilidade de prorrogar o pagamento de parcelas, mas concede carência de 180 dias para quitar a primeira parcela no caso de renovação de contrato e novas contratações.

O Bradesco esclarece em sua página na internet que “não está efetuando a prorrogação para crédito consignado, uma vez que a modalidade tem várias especificidades”. A mesma informação foi dada pelo Itaú Unibanco.

A Caixa Econômica Federal e o Santander não responderam sobre a possibilidade de negociação para pagamento das parcelas do consignado. Só falam em maior prazo em novas operações de contratações na modalidade que passam de 72 para 84 meses.

Menores juros - Dentre as medidas tomadas pelo Ministério da Economia para minimizar os impactos da pandemia do coronavírus está a redução da taxa de juros do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com a pasta, a taxa foi reduzida de 2,08% ao mês para 1,80% ao mês. Além disso, o governo prevê também a ampliação da margem consignável para empréstimos para os segurados do INSS, de 35% para 40% da renda do pensionista.

 Projetos - Enquanto os bancos não definem se os empréstimos consignados terão alguma prorrogação de pagamento quatro projetos de lei em análise na Câmara dos Deputados suspendem por quatro ou até seis meses os descontos no contracheque referentes a empréstimos consignados. Mas são projetos nada aprovados.

Conforme as propostas, as parcelas suspensas serão acrescidas ao final dos contratos, com o mesmo valor e sem qualquer taxa ou cobrança de juros.

As proposições são uma resposta ao estado de calamidade pública decretado no País em decorrência da pandemia de Covid-19.

Os deputados explicam que trabalhadores afetados pelas medidas de contenção do coronavírus, como isolamento social, terão suas finanças prejudicadas e, portanto, merecem a interrupção temporária da cobrança do empréstimo consignado.

No Senado também existem propostas na mesma linha. Basta acompanhar para ver se terão sanção da presidência. Até lá o mais aconselhável é quitar as dívidas e não perder o crédito nestes tempos difíceis.