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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

22/02/2010 16:44

Rodoviária velha pode virar ponto de sacoleiros

Redação

O Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu, que foi desativado com a inauguração da nova rodoviária, poderá ser transformado em um centro de lojas de fábrica para atender sacoleiros. A proposta faz parte do plano apresentado pelo prefeito Nelsinho Trad (PMDB) em reunião com os camelôs no Armazém Cultural no sábado à noite.

Pelo projeto, o prédio receberia o Centro Comercial Popular, o Camelódromo, praça de alimentação com 510 metros quadrados, centro de múltiplo uso, Prático (unidade do Governo do Estado que oferece serviços do Detran, Águas Guariroba, confecção de identidade, posto de recebimento de impostos e de contas diversas), centro de convenções, agências bancárias e de turismo.

De acordo com o prefeito, existem duas propostas para o terminal rodoviário. Se os donos dos 467 boxes do Camelódromo não aceitarem a proposta, a prefeitura irá transforma-lo em centro de requalificação profissional, que poderá ser administrado por entidades como o Sesc e Senac.

Sacoleiros - Além de transferir o Centro Comercial Popular, a prefeitura pretende transformar o local em ponto do comércio atacadista de roupas. De olho nos cerca de 5 mil sacoleiros sul-mato-grossenses, conforme estimativa do Sindivest (Sindicato da Indústria do Vestuário de Mato Grosso do Sul), o município quer instalar 72 lojas para comercializar as roupas produzidas pelas 150 indústrias instaladas na Capital.

O objetivo é tornar a velha rodoviária em centro dos sacoleiros, que chegam a deslocar longas distâncias em busca de roupas, como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina e até regiões do Nordeste.

De acordo com a coordenadora da Unidade Especial de Criação e Inovação, Edna Antonelli, o objetivo é trazer os sacoleiros do interior do Estado para a Capital e aproveitar a rede hoteleira no entorno do antigo terminal.

O prédio passaria a contar com escadas rolantes e até um restaurante voltado para este público. O preço da refeição não seria popular, como o do Governo federal que cobraria R$ 1. No entanto, o valor seria acessível aos vendedores ambulantes, que passariam da condição de camelôs para lojistas, e aos sacoleiros.

Atenção - A proposta ainda precisa do aval dos comerciantes do Camelódromo, mas já conta com o aval do Sindivest. Para o presidente da entidade, José Francisco Veloso, os sacoleiros do Estado movimentam aproximadamente R$ 15 milhões por mês.

Na sua avaliação, ao garantir este investimento no Estado, a prefeitura estaria garantindo a criação de mais empregos. As indústrias do vestuário empregam cerca de 3,5 mil pessoas na Capital. Das 150, 60 são voltadas para a moda e poderiam competir com as indústrias de outros estados.

Como parte deste processo, um grupo já esteve em Pernambuco, no mês passado, para conhecer o sistema de atendimento aos sacoleiros.

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