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Educação e Tecnologia

Classificação em prova de professores temporários é corrigida após denúncias

Republicação altera ordem final para cargos de apoio pedagógico na rede estadual

Por João Vitor Marques | 28/01/2026 14:15
Classificação em prova de professores temporários é corrigida após denúncias
Professora em sala de aula na rede estadual de ensino (Foto: Divulgação)

A SED (Secretaria Estadual de Educação) retificou nesta quarta-feira (28) a classificação dos candidatos do processo seletivo para a função de docente temporário da REE (Rede Estadual de Ensino). A medida ocorreu após denúncias de erros e distorções quanto à metodologia de soma das notas prevista no edital.

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A Secretaria Estadual de Educação (Sed) retificou a classificação dos candidatos do processo seletivo para docentes temporários da Rede Estadual de Ensino, após denúncias de erros na metodologia de soma das notas. A correção afetou especificamente os cargos de Apoio Pedagógico Especializado e Apoio Pedagógico Especializado para Estudantes Surdos. Segundo a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), as convocações ocorrerão entre 28 de janeiro e 2 de fevereiro, conforme disponibilidade de vagas por município. A chamada para vagas remanescentes também será publicada nos próximos dias, após correção de publicação anterior.

A republicação por incorreção alterou a ordem final de classificação referente exclusivamente aos cargos de Apoio Pedagógico Especializado e Apoio Pedagógico Especializado para Estudantes Surdos. O novo resultado do processo seletivo já está valendo oficialmente.

De acordo com a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), as inconsistências foram identificadas a partir de reclamações recebidas de diversas regiões do Estado. Segundo a presidente da entidade, professora Deumeires Moraes, a maior parte das denúncias estava relacionada à área da educação especial, mas não se restringiu a ela.

“A Fetems recebeu, por meio dos nossos presidentes do interior, também por mensagens e ligações, várias distorções na publicação. As principais foram relativas à educação especial, mas tivemos também problemas como municípios que não foram publicados, além de questões relacionadas às cotas, tanto de pessoas com deficiência quanto da cota racial”, explicou.

Ainda conforme Deumeires, a atuação da Federação foi no sentido de intermediar o diálogo com os órgãos responsáveis para corrigir os problemas apontados. “Nosso papel é fazer essa articulação com a Secretaria de Administração e com a Secretaria de Educação. Fomos dirimindo essas questões para que o processo seletivo aconteça com o menor transtorno possível para os professores e professoras”, afirmou.

A Fetems informou que os aprovados deverão ser convocados entre os dias 28 de janeiro e 2 de fevereiro, de acordo com a disponibilidade de vagas em cada município. A entidade também acompanha a publicação da chamada para as vagas remanescentes, que deve ocorrer entre hoje e amanhã. O atraso, segundo a Federação, ocorreu porque uma publicação anterior foi tornada sem efeito e precisou ser corrigida.

Para os candidatos que ainda têm dúvidas ou estão confusos com a republicação do resultado, a orientação da Fetems é procurar primeiramente o sindicato local ou a própria Federação.

“Temos orientado que os professores procurem o presidente do sindicato ou a Fetems. Estamos fazendo esse trâmite entre o processo seletivo e as secretarias, porque muitas vezes não há um canal direto claro. Assim, conseguimos resolver com mais rapidez, inclusive por telefone”, destacou a presidenta.

Deumeires Moraes também ressaltou a importância do processo seletivo para a educação pública em Mato Grosso do Sul, lembrando que ele é fruto da luta do movimento sindical. “Esse processo seletivo é uma vitória da Fetems e dos 74 sindicatos municipais. Ele trouxe mais democracia e transparência na lotação dos professores temporários. Antes, essas vagas eram ocupadas muitas vezes por indicação política, sem considerar a formação e a competência profissional”, afirmou.

Apesar de reconhecer o avanço, a presidenta reforçou que a principal reivindicação da categoria continua sendo a realização de concursos públicos. “O concurso público é a porta mais legal de entrada no serviço público. Ele garante estabilidade, carreira, dignidade ao professor e melhora a qualidade da educação, porque reduz a rotatividade nas escolas. A Fetems vai continuar mobilizada nessa luta”, concluiu.

A entidade informou que seguirá acompanhando todo o andamento do processo seletivo e orienta que candidatos com questionamentos procurem a Fetems ou os sindicatos locais.

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