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Educação e Tecnologia

Em MS, MEC promete bolsa para indígenas concluírem curso com dignidade

Investimentos na UFMS ampliam acolhimento, inclusão digital e acesso de povos originários à universidade

Por Inara Silva e Mylena Fraiha | 10/06/2026 17:46
Em MS, MEC promete bolsa para indígenas concluírem curso com dignidade
Ministro da Educação recepcionado por estudantes indígenas (Foto: Juliano Almeida)

A defesa de universidades que reflitam a diversidade da população brasileira e o fortalecimento das políticas de permanência para estudantes indígenas marcaram a visita do ministro da Educação, Leonardo Barchini, à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), nesta quarta-feira (10), em Campo Grande. Em um estado que abriga a terceira maior população indígena do país, a agenda ministerial teve como principal foco ações voltadas à inclusão, à permanência e à ampliação do acesso dos povos originários ao ensino superior.

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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, visitou a UFMS, em Campo Grande, e destacou ações de inclusão e permanência de estudantes indígenas no ensino superior. Foram inauguradas novas estruturas no Campus de Aquidauana e o Autocine em Campo Grande, além de assinadas obras para o programa Aldeias Conectadas e infraestrutura no Campus de Paranaíba. Os investimentos federais na universidade somam R$ 35 milhões.

Durante a cerimônia, o MEC (Ministério da Educação) inaugurou as novas estruturas acadêmicas destinadas aos estudantes indígenas do Campus de Aquidauana e entregou o Autocine - Centro de Convivência e Empreendedorismo Estudantil, no Campus Campo Grande. Também foram assinadas as ordens de serviço para a expansão do programa Aldeias Conectadas e para a obra de infraestrutura elétrica do Bloco 4 do Campus de Paranaíba.

Com as entregas, os investimentos federais na UFMS chegam a R$ 35 milhões. Desse total, R$ 12,6 milhões referem-se às ações anunciadas durante o evento, e R$ 22,4 milhões são provenientes do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), destinados à expansão e à consolidação da universidade.

Entre os anúncios, ganharam destaque os investimentos voltados à educação indígena. Ao todo, foram destinados R$ 4 milhões para a ampliação das estruturas do Programa UFMS Indígena e mais R$ 300 mil para a expansão do Aldeias Conectadas, iniciativa que busca ampliar o acesso à internet e aos recursos digitais em comunidades indígenas.

Ao destacar os resultados das políticas de assistência estudantil, Barchini afirmou que os indicadores observados entre estudantes indígenas demonstram a importância dos programas de permanência. Segundo ele, os investimentos fazem parte do desafio de ampliar a presença de grupos historicamente sub-representados nas universidades brasileiras.

Em MS, MEC promete bolsa para indígenas concluírem curso com dignidade
Auditório da UFMS lotado para acompanhar anúncios do MEC (Foto: Juliano Almeida)

Estudantes indígenas – “O importante é que, no Brasil, metade dos estudantes das universidades federais abandona os cursos, enquanto os indígenas estão concluindo. Isso quer dizer que a nossa política pública de permanência está funcionando”, declarou.

O ministro também anunciou a ampliação das bolsas destinadas a estudantes indígenas e quilombolas. Segundo ele, quando o atual governo assumiu, havia cerca de 4,5 mil bolsas do programa Bolsa Permanência. Neste semestre, o número deve chegar a 10 mil em todo o país.

“Hoje temos 12 mil estudantes indígenas nas universidades federais do Brasil. Nosso compromisso é que, até o final do ano, todos os estudantes indígenas possam ter a Bolsa Permanência para que concluam seus estudos com dignidade”, afirmou.

Acolhimento e permanência – Os recursos investidos no Programa UFMS Indígena foram aplicados na implantação de novos espaços voltados ao acolhimento e à permanência acadêmica dos estudantes. Foram entregues o Alojamento Indígena, o Laboratório de Informática, o LabCrie Indígena, a Sala Verde Indígena, a Copa Acadêmica, a Brinquedoteca e a Sala de Lactantes. As estruturas foram planejadas para atender estudantes que deixam aldeias e comunidades indígenas para cursar o ensino superior, oferecendo melhores condições de moradia, estudo e convivência durante a graduação.

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