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Enquetes

Para 54%, desinteresse pela política é a principal causa de abstenção em MS

Maioria atribui ausência nas urnas à apatia eleitoral; chuva aparece em segundo lugar

Por Gabriel Neris | 08/10/2026 07:59
Para 54%, desinteresse pela política é a principal causa de abstenção em MS
Escola Professor Arassuay Gomes de Castro alagada em dia de votação (Foto: Osmar Veiga)

O desinteresse pela política foi apontado por 54% dos participantes de enquete do Campo Grande News como o principal motivo para a abstenção de 23,88% registrada em Mato Grosso do Sul no primeiro turno das eleições de 2026, realizado no domingo (4). A chuva forte no dia da votação ficou em segundo lugar, com 42% das respostas.

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Enquete do Campo Grande News apontou o desinteresse pela política como principal motivo da abstenção de 23,88% em Mato Grosso do Sul no primeiro turno de 2026, citado por 54% dos participantes. A chuva forte ficou em segundo lugar, com 42%. A consulta não tem caráter científico. O Estado registrou a maior taxa proporcional do país, acima da média nacional de 21,07%, segundo dados do TSE. O TRE-MS afirmou que a votação transcorreu normalmente.

A enquete perguntou aos leitores o que mais teria contribuído para o elevado número de eleitores que deixaram de comparecer às urnas. Além do desinteresse e das condições climáticas, 3% escolheram a opção "outros motivos", enquanto 2% apontaram viagens e compromissos pessoais.

Os resultados mostram que, na percepção dos participantes, a falta de interesse pela política teve peso maior que os transtornos provocados pelo temporal. A votação, porém, não tem caráter científico e representa apenas a opinião dos leitores que decidiram participar, sem permitir estabelecer as causas reais da abstenção.

Nos comentários, leitores também apresentaram diferentes explicações para a ausência nas urnas. Rodrigo Silva Almeida defendeu o fim da obrigatoriedade do voto. "O certo seria. Voto não obrigatório. Ir votar quem quiser!", escreveu.

Vinny Vinny associou o resultado à falta de identificação do eleitorado com os nomes apresentados na disputa. "Porque nenhum candidato os representavam", comentou.

Já Roberto Soares Lima criticou a postura de quem deixa de votar, mas continua reclamando da situação política. "Porque o povo prefere sentar em cima do próprio rabo e reclamar", afirmou.

As manifestações mostram opiniões distintas sobre a abstenção, que vão da defesa do voto facultativo à insatisfação com os candidatos e à crítica ao comportamento dos próprios eleitores.

O resultado da enquete foi divulgado depois de Mato Grosso do Sul registrar a maior taxa proporcional de abstenção do Brasil no primeiro turno. Conforme levantamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 483.210 eleitores deixaram de votar, o equivalente a 23,87% dos aptos. O Estado ficou à frente do Rio de Janeiro, com 23,33%, e de Minas Gerais, com 22,82%.

O índice também superou a média nacional, de 21,07%. Em todo o Brasil, mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas, no maior percentual de abstenção registrado em uma eleição presidencial desde 1998.

Para 54%, desinteresse pela política é a principal causa de abstenção em MS

Chuva preocupou a Justiça Eleitoral

Embora o desinteresse pela política tenha liderado a enquete, a chuva também foi apontada por uma parcela expressiva dos participantes. No domingo da eleição, Campo Grande registrou 29,2 milímetros de precipitação, enquanto municípios do interior enfrentaram problemas no fornecimento de energia elétrica.

O presidente do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), desembargador Carlos Eduardo Contar, relatou que encontrou locais de votação com pouco movimento durante visitas realizadas na Capital. A situação chegou a provocar preocupação com a possibilidade de uma abstenção ainda maior.

Apesar das dificuldades, a votação não foi interrompida. Segundo o tribunal, 25 urnas precisaram ser substituídas por problemas técnicos, mas o processo eleitoral transcorreu normalmente. Contar avaliou que a quantidade de ausências permaneceu dentro da média histórica do Estado.

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