Abstenção em Mato Grosso do Sul foi a maior do Brasil
Quase 1 em cada 4 eleitores não foi às urnas no 1º turno; taxa nacional é a mais alta desde 1998
Mato Grosso do Sul teve a maior taxa de abstenção do País no 1º turno das eleições de 2026, neste domingo (4). Com todas as seções totalizadas, os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que 483.210 eleitores não compareceram às urnas no Estado, o equivalente a 23,87% dos aptos a votar.
RESUMO
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Mato Grosso do Sul teve a maior taxa de abstenção do País no primeiro turno das eleições de 2026, com 23,87%, o que equivale a 483.210 eleitores ausentes, segundo o TSE. O comparecimento foi de 76,13%. O Estado superou o Rio de Janeiro (23,33%) e Minas Gerais (22,82%). O presidente do TRE-MS, Carlos Eduardo Contar, disse que o índice ficou dentro da média histórica, apesar da chuva. No País, a abstenção chegou a 21,07%, a maior desde 1998.
Dos 2.024.430 eleitores considerados no balanço, 1.541.220 participaram da votação, um comparecimento de 76,13%. Isso significa que quase uma em cada quatro pessoas habilitadas deixou de votar.
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Na lista nacional enviada, Mato Grosso do Sul aparece à frente do Rio de Janeiro, com 23,33% de abstenção, e de Minas Gerais, com 22,82%. São Paulo registrou 22,56%, seguido por Mato Grosso, com 22,21%.
A liderança é pela proporção de ausentes em relação ao eleitorado. Em números absolutos, São Paulo teve 7,68 milhões de pessoas que não votaram, enquanto Minas Gerais contabilizou 3,73 milhões e o Rio de Janeiro, 2,99 milhões.
Chuva preocupou o TRE-MS – Apesar de Mato Grosso do Sul ter apresentado a maior taxa do País, o presidente do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), desembargador Carlos Eduardo Contar, avaliou que o resultado ficou dentro da média histórica esperada para o Estado.
Contar relatou que visitou locais de votação em Campo Grande depois do almoço e encontrou pouco movimento. Naquele momento, chegou a acreditar que as ausências seriam maiores do que em eleições anteriores, por causa da chuva que não deu trégua neste domingo.
A chuva provocou falta de energia em Ponta Porã, Antônio João, Aral Moreira, Paranhos, Amambai, Nova Andradina, Fátima do Sul, Jateí e Bonito, municípios citados pelo presidente. Segundo ele, as adversidades não interromperam a votação.
Ao longo do dia, 25 urnas foram substituídas por problemas técnicos. O tribunal também registrou quatro ocorrências eleitorais: duas de boca de urna, uma tentativa de divulgação do voto e uma de desobediência.
Nacional – O País, conforme levantamento divulgado pelo UOL, registrou abstenção de 21,07%, cerca de 33 milhões de eleitores, a maior taxa nacional desde 1998.
A abstenção de 2026 superou a de 2022, quando 20,95% dos eleitores não compareceram.
A série mostra crescimento da taxa a cada eleição geral desde 2006. Naquele ano, a abstenção foi de 16,8%. Em 2010, ficou em aproximadamente 18,1%, passou a 19,4% em 2014 e chegou a 20,3% em 2018.
O aumento também aparece nos números absolutos. As informações reunidas nesta apuração apontam cerca de 24,6 milhões de ausentes em 2010, 27,7 milhões em 2014, 29,9 milhões em 2018 e 32,7 milhões em 2022. Neste ano, o total ultrapassou 33,4 milhões.
Abstenção é a ausência do eleitor no dia da votação. O indicador não inclui votos em branco ou nulos, registrados por pessoas que compareceram às urnas.
Sobre o perfil de quem deixa de votar, o UOL também apresentou a avaliação de Felipe Nunes, do instituto Quaest, de que a abstenção é maior entre pessoas com baixa escolaridade. Em boa parte das faixas etárias adultas, segundo ele, os homens faltam mais do que as mulheres.



