5º título em 9 anos contrasta com período que operariano quer esquecer
Clube vive tempos de glória depois de passar jejum de 21 anos sem troféus
Tricampeão consecutivo, quinto título estadual em nove anos, maior campeão de Mato Grosso do Sul (15 títulos), SAF (Sociedade Anônima do Futebol). O torcedor operariano está sorrindo de orelha a orelha com o domínio recente, mas para alguns, as boas notícias recentes não apagam a fase amarga que o clube viveu.
RESUMO
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O Operário Futebol Clube vive sua melhor fase recente, conquistando o tricampeonato consecutivo do estadual de Mato Grosso do Sul e chegando a 15 títulos, tornando-se o maior campeão do estado. Após 16 anos sem conquistas, entre 1997 e 2018, o clube se reergueu com a adoção do modelo SAF, liderado pelo empresário Eduardo Maluf, gerando otimismo entre torcedores que agora projetam o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro.
Foram 16 anos sem conquistas, com um hiato entre 1997 e 2018. Além da ausência de troféus, o clube passou por um período pesado na Série B do estadual, viu rivais e o interior predominarem no período e se deparou até mesmo com a fundação de um novo clube para substituí-lo.
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Durante o período, o Operário tinha dez títulos. O Comercial chegou a nove conquistas e aproximava-se de tomar o posto de maior campeão do Estado. O Cene surgiu em meados dos anos 2000 e levou seis canecos. Águia Negra e Chapadão também despontaram como campeões.
Destes, o Comercial tenta sobreviver na segunda divisão do futebol local. O Cene foi extinto e o Novo não disputa um campeonato profissional desde 2023.
Já o Galo foi rebaixado em 2011. No ano seguinte ficou afastado das competições até voltar a disputar os torneios de acesso à primeira divisão em 2013 e 2014.
Porém o golpe mais baixo para o fanático torcedor operariano foi a fundação do Novoperário Futebol Clube, chamado de Novo, uma dissidência de torcedores que acreditavam num projeto que poderia render parceria com o próprio Operário nos anos seguintes. Mas o tiro saiu pela culatra. Criou-se uma rivalidade que extrapolava os gramados. Entretanto, o surgimento de um novo clube gerou mobilização que permitiu ao alvinegro sonhar com tempos melhores. E esse tempo chegou.
Mais do que esperado. O Galo movimentou-se para ser administrado como SAF, liderado pelo empresário Eduardo Maluf, e uma esperança de vermos o futebol sul-mato-grossense em divisões superiores começa a ressurgir.
Os torcedores demonstram um sentimento geral de otimismo e entusiasmo com a nova fase do Operário. Para muitos, como Rafael Moreno, a experiência de acompanhar o time pela primeira vez já transmite uma impressão positiva. Ele destaca a força da torcida e demonstra confiança ao dizer que o time “vai sair vencendo, se Deus quiser”, reforçando a expectativa por bons resultados dentro de campo.
Miguel Moreno, que chegou recentemente a Campo Grande, também enxerga evolução no clube. Ele percebe mais organização e investimentos após a transformação em SAF, destacando que “parece que está mais organizado, o time está investindo”. Além disso, mostra engajamento com o futuro da equipe ao afirmar: “vamos torcer para fluir bem” e confirma que pretende acompanhar a equipe também na Série D.
Já Daniel Carvalho avalia essa fase como inovadora, ressaltando mudanças estruturais importantes. Para ele, “é um momento inovador do clube”, que passou por transformações dentro e fora de campo. Ele também demonstra confiança no desempenho esportivo ao afirmar que o time está “bastante promissor” e aponta como principal objetivo “conseguir o acesso para a Série C”.
Por fim, José Eberhart reforça a esperança de crescimento contínuo do Operário. Ele destaca que a expectativa da torcida é “estar sempre crescendo mais” e sonha com voos maiores ao dizer que esperam “não seja só no estadual”, mas também conquistas em nível nacional. Mesmo diante de decisões arriscadas, como a troca de técnico, ele mantém o apoio: “vamos ver, tomara que dê certo aí, nós estamos aqui para apoiar”.
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