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Com dois de Gilberto, Bahia vence de virada e Atlético-MG cai para o 3º lugar

Por Fábio Hecico, especial para a AE | 19/10/2020 20:55
O jogador Gilberto comemora gol durante a partida entre Bahia e Atlético MG, válido pelo Campeonato Brasileiro Série A, na cidade de Salvador, BA, nesta segunda feira, 19. (Foto: Estadão Conteúdo)
O jogador Gilberto comemora gol durante a partida entre Bahia e Atlético MG, válido pelo Campeonato Brasileiro Série A, na cidade de Salvador, BA, nesta segunda feira, 19. (Foto: Estadão Conteúdo)

O Atlético-MG perdeu boa chance de se manter na liderança do Brasileirão ao desperdiçar muitos gols diante do Bahia. Saiu na frente e dominava totalmente o jogo, mas pecou demais nas finalizações e viu o bravo rival buscar a virada. Com 3 a 1, os baianos deixam a zona de rebaixamento. O atacante Gilberto saiu do banco de reservas para ser o herói da noite.

Os mineiros dominaram, pressionaram durante quase todo o jogo, mas, sem capricho, deixaram escapar pontos preciosos num jogo no qual controlaram a partida por 65 minutos.

Depois de ser totalmente dominado e sair atrás do marcador, o Bahia renasceu num jogo que parecia improvável a virada graças a duas mudanças no intervalo. Gilberto e Marco Antônio entraram para garantir uma virada por 3 a 1 na base do contragolpe.

Com a derrota, o Atlético-MG caiu para o terceiro lugar, com 31 pontos, mas ainda tem um jogo a menos que Internacional, novo líder da tabela, e Flamengo. O Bahia chega aos 19 pontos, subindo para o 12º posto.

O JOGO - Com a volta dos estrangeiros, o técnico Jorge Sampaoli finalmente conseguiu escalar o seu Atlético-MG preferido. Apenas diante do Vasco a escalação havia sido usada. Na oportunidade, goleada por 4 a 1.

Alonso, Franco e Savarino defenderam suas respectivas seleções nas Eliminatórias da Copa do Mundo e voltaram para "reorganizar" o time, que caiu bastante de rendimento sem o trio. Vinha de 75% e despencou para 44,4% sem os selecionáveis.

Com seu time ideal, o Atlético-MG iniciou o jogo num ritmo alucinante. Em grande parte do confronto, com até os dez jogadores de linha no campo de ataque, sufocando o Bahia de maneira impressionante.

Nem parecia um confronto com dois times de elite. Mesmo em casa, o Bahia passou o primeiro tempo inteiro correndo atrás dos jogadores rivais. E sem achar a bola. Seu único chute foi torto, de Elias, aos 45 minutos. Raro momento em que chegou perto da área de Everson.

Do mais, bola rondando o tempo todo na cara do goleiro Douglas Friedrich. Com enorme repertório, o Atlético-MG criou pela direita, pela esquerda, no meio, pelo alto. Um bombardeio transformado em vantagem aos 20 minutos. Réver ajeitou e Savarino fuzilou.

Keno, pela esquerda, deu enorme trabalho ao improvisado Ernando, que perdeu a maioria dos lances. Arana jogou o tempo todo como ponta e Alonso e Réver pareciam armadores.

Não por acaso um time briga pelo título e o outro contra a queda O Atlético-MG expôs todas as deficiências do Bahia em apenas uma etapa. Técnica e tática. Vale lembrar que os baianos estavam sem o técnico Mano Menezes na beirada do campo, por cumprir suspensão.

Apesar do ímpeto, levar apenas 1 a 0 para o intervalo significava perigo. O Bahia poderia acordar e encaixar um contra-ataque. Os primeiros minutos do segundo tempo, porém, seguirem com domínio mineiro. Em sua terra natal, Keno parecia ansioso para marcar. Chutava de todo lado, mas não acertava o alvo. Savarino, aos 18, perdeu gol feito. Faltava capricho.

Aos poucos o Bahia foi se ajustando. E saindo um pouco mais. Chegou com Gregore. O volante mandou pelo alto. Aquela pressão não existia mais. Os mineiros baixaram bem o ritmo. Perigosamente.

Um lançamento longo para Elias, falta de Alonso e a história do jogo começaria a mudar. Gilberto soltou a bomba, Everson deu o rebote e Daniel empatou. Quatro minutos mais tarde, Everson fez milagre com Março Antônio na pequena área.

O Atlético-MG se desorganizou. E acabou entregando a vitória de bandeja. Guga recuou mal, Gilberto driblou Igor Rabello, o goleiro e virou. O atacante recebeu de Daniel para ampliar e tirar o Bahia da zona de rebaixamento. Depois de ser massacrado no primeiro tempo, o Bahia aguentou a pressão e buscou uma vitória gigante contra o agora ex-líder.

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