Exagero não é crime, diz MP sobre “falso delegado”
Exagerado - O Ministério Público decidiu arquivar o inquérito que investigava João Manoel de Andrade, conhecido nas redes sociais e na pré-campanha de 2024 como “Delegado João Andrade”. A Promotoria reconheceu que a conduta foi exagerada e até ridícula, mas concluiu que exagero não é crime. Formado em Engenharia e dono de um lava-rápido em Campo Grande, Andrade não é policial e nunca exerceu cargo público na área de segurança.
Vergonha alheia - Mesmo assim, passou a circular pela cidade vestido de preto, com distintivo no pescoço, e a divulgar nas redes sociais supostas “abordagens”, apresentando-se como delegado. O comportamento provocou reação da Adepol-MS (Associação dos Delegados de Polícia de Mato Grosso do Sul) e chamou a atenção até da Polícia Federal. O Ministério Público decidiu que a conduta pode ser questionável, constrangedora e oportunista, mas não é crime.
Fim do 171 - Segundo o entendimento do MP, o Direito Penal é reservado a situações graves e relevantes, o que não se verificou no caso, além de não haver materialidade que sustentasse uma ação penal. O uso do título “delegado”, slogans como “pelo fim do 171” e até um jingle com a frase “o delegado chegou”, fez a Adepol oficiar o PL (Partido Liberal) em Mato Grosso do Sul, alertando que a postura do pré-candidato poderia induzir a população a erro ao sugerir vínculo com a Polícia Civil.
Carnaval - A Prefeitura de Campo Grande vai repassar recursos públicos para a realização do desfile dos blocos de rua do Carnaval 2026 sem abrir chamamento público, ou seja, sem disputa entre entidades. O dinheiro será destinado à Urgente Companhia, organização que o município considera a representante oficial dos blocos e com experiência na organização do evento.
Exceção - A gestão justifica a escolha direta com base na lei que permite essa exceção quando o serviço é considerado singular, alegando que só essa entidade teria condições de executar o projeto, embora o extrato não traga o valor do repasse nem detalhes sobre metas ou fiscalização.
A gente trabalha - Taxados pelos altos salários, os membros do Judiciário de Mato Grosso do Sul estão fazendo propaganda do trabalho. Não é só o salário que aumenta. Em 1º Grau, houve aumento de 9% nas decisões. No ano passado, o volume de movimentações processuais bateu 44,5 milhões, acima das 42 milhões de 2024.
Curiosidade - Diante do crescimento contínuo do número de empresas no país e da proximidade do esgotamento das combinações numéricas disponíveis, a Receita Federal do Brasil anunciou a criação do CNPJ alfanumérico. A medida busca ampliar a capacidade de identificação das pessoas jurídicas e aprimorar o ambiente de negócios no Brasil.
Só para novos - Segundo o órgão, o novo formato será atribuído exclusivamente a novas inscrições a partir de julho de 2026. Os CNPJs já existentes não sofrerão qualquer alteração e continuarão válidos, sem necessidade de atualização por parte das empresas já cadastradas. A Receita Federal afirma que a mudança tem caráter preventivo e estrutural, com o objetivo de garantir a continuidade do sistema de registro empresarial.
Trabalheira - A Motiva Pantanal, concessionária responsável pela BR-163 fechou 2025 com 10 atendimentos em média por dia no trecho que administra em Mato Grosso do Sul. Ao longo do ano, foram 90.202 ocorrências em 845,4 quilômetros que cortam o Estado.
Esqueceu da revisão - A maioria das ocorrências esteve ligada a panes veiculares, que responderam por 32,32% dos atendimentos. As situações mais comuns foram pane mecânica, com 20.486 registros, pneu furado, superaquecimento do motor, pane seca, pane elétrica e bateria descarregada, reforçando que falhas de manutenção seguem como um dos principais fatores de risco e interrupção na rodovia.

