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21/09/2015 06:00

Índios em "greve" depois de violência em MS

Ângela Kempfer

Bom moço - Depois de escândalos em Mato Grosso do Sul por pedofilia, o ex-campeão olímpico Zequinha Barbosa volta à mídia, mas “como salvador da pátria”. Ele será um dos patrocinadores de 'João da Barreira', já com índice para competir nos Jogos Olímpicos do Rio. Zequinha é apontado pelo corredor como médico, massagista, nutricionista, psicólogo, cozinheiro, treinado e financiador.

Caos - O Ministério Público Estadual requisitou à Justiça, por meio do promotor José Maurício Maurício, que a prefeitura de Aquidauana garanta o funcionamento contínuo do Hospital Regional do município. O MPE quer que o juiz estabeleça prazo de até 72 horas para a a prefeitura regularizar a situação que, segundo denúncias, está caótica na unidade de saúde.

Bloqueio - Na ação, o MPE ainda pede que seja fixada uma multa diária de R$ 50 mil sobre o patrimônio do prefeito José Henrique Trindade, caso haja descumprimento da medida, além de assegurar se for necessário o bloqueio mensal de R$ 230 mil da contas da prefeitura, para cobrir as despesas do hospital.

Instabilidade política forte - O senador Delcídio do Amaral deve ter uma semana e tanto. Para barrar a derrubada de vetos considerados estratégicos pela presidência, terá a tarefa de esvaziar as sessões para que falte quórum de deliberação no plenário. Ele lembra que a manutenção dos vetos da presidente abriria "uma avenidona” para debater os projetos econômicos.

Mal lavado - O Congresso reclama, critica, mas a imprensa mostrou no fim de semana que, apesar de cobrar cortes nas despesas do governo, os parlamentares aprovaram em 2015 projetos que representam gasto anual de R$ 22 bilhões, o que quase anula os efeitos de qualquer enxugamento de Dilma.

Escala - Refugiados da Síria tem entrado no Brasil também por Corumbá. Coiotes que cobram 10 mil dólares para trazer a população que foge da guerra acabam surpreendendo o grupo que esperava um roteiro pelo Paraguai. A justificativa é de que pela fronteira com Mato Grosso do Sul a entrada tem sido bem mais tranquila.

Aliviados - O Ministério do Planejamento tranquilizou os concurseiros de plantão e garantiu que, apesar dos cortes em novas seleções, os concursos que já foram autorizados em 2015 e com editais previstos para 2016 serão mantidos, assim como as nomeações.

Fim de jogo - Diante da violência na guerra por terras em Mato Grosso do Sul, comunidades indígenas já anunciaram que não vão participar dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, marcados para outubro.

Sem propaganda - Caciques de Tocantins, inclusive, enviaram ofício exigindo que “organizadores do evento retirem as imagens e o nome Krahô de qualquer meio de comunicação que sirva de promoção aos Jogos Mundiais Indígenas”.

Sem motivo - Como justificativa, os 28 caciques disseram que “Como podemos participar de um evento financiado por um governo que está promovendo o genocídio de nossos parentes Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul, e em várias outras regiões do país?”.

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