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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

21/07/2018 07:33

Após percorrer 10 mil km, Anderson usa Kombi como cinema e circo no interior

Thailla Torres
 Anderson conseguiu fazer o público sorrir e e se sustentar por onde passou. Anderson conseguiu fazer o público sorrir e e se sustentar por onde passou.

Dezenas de cidades pelo País já receberam a colorida Kombi de 1973 que, há três anos, saiu de Campo Grande para dar passos aos sonhos do ator Anderson Lima, de 39, que largou tudo para encarar a estrada ao lado da família. Mas no meio do caminho surgiu a separação e ele recomeçou transformando o veículo em cinema e circo a céu aberto. Foi a chance de percorrer o mundo em busca de novas descobertas.

A história de Anderson foi contada no Lado B em 2016, quando pegou a estrada. Hoje, ele fala de um projeto deu certo e o fez recomeçar através de sorrisos.

A Kombi equipada com projetor e tela, virou ponto marcado para exibição dos filmes. O ator escolhe títulos clássicos, como Charles Chaplin, para chamar atenção do público, especialmente, famílias. 

"É uma produção universal, adultos e crianças adoram. E é um filme que traz uma reflexão social muito grande. Então eu procuro filmes fora do circuito comercial para que essas pessoas tenham a chance de assistir uma produção diferente", explica.

Cinema em cidades do interior de Mato Grosso do Sul. Cinema em cidades do interior de Mato Grosso do Sul.

O que garante o sustento é o chapéu. "Faço uma apresentação circense, depois exibo o filme e em seguida falo do chapéu colaborativo. Ajuda quem sente vontade e, no final, todo mundo colabora". 

A sorte do campo-grandense é que além de cinema, não tem quem desame uma Kombi. "O público vai chegando pelo carinho com o carro. Sempre tem uma história, alguém que já teve, que lembra da família ou da infância. Isso é muito bacana, porque com ela consegui fazer vários amigos".

Anderson precisou lidar com o pessimismo de alguns no meio do caminho que não acreditaram na chance de viajar com carro antigo por aí. "É um carro velho, que dá problemas como qualquer outro que tem uma vagagem de histórias pelo caminho. Mas eu conheço ela e sei como funciona. Na estrada quando eu via uma carrão quebrado só pensava que ele não tinha metade da história e experiência que eu tenho com a minha Kombi", ri.

Recentemente, depois um período parado para arrumar o veículo, Anderson voltou às ruas, dessa vez, rodando por Mato Grosso do Sul, onde tudo começou. O município de Camapuã, o distrito de Pontinha do Cocho e a cidade de Corguinho foram as primeiras cidades a receberam o projeto. A ideia agora é caminhar com novos trajetos, também pelo interior.

"É muito legal como o cinema tem uma linguagem que interage muito com as pessoas. Ela também é muito próxima do teatro, então pretendo dar continuidade porque é forma da gente se expressar, levar arte e cultura para cidades que os moradores nunca tiveram contato com o cinema".

O projeto ganhou página no Facebook: "Kombinando - Desligue a TV e venha para rua ver", onde Anderson busca atualizar as cidades por onde passa. Quem quiser acompanhar ou sugerir cidades para ele conhecer, basta clicar aqui.

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Kombi de 1973 é companheira de Anderson na sua jornada. Kombi de 1973 é companheira de Anderson na sua jornada.
E protagonista nas melhores paisagens. E protagonista nas melhores paisagens.


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