Curta-metragem de MS participa da maior mostra de cinema do País
O filme “Nem todo controle vem de dentro” critica os mecanismos de domínio das redes sociais
Um curta-metragem vertical produzido em Mato Grosso do Sul ganhou destaque na maior mostra de cinema do País. O filme “Nem todo controle vem de dentro”, dos cineastas Ivonir Pesão e Rita Ribeiro, ambos de Campo Grande, foi selecionado para a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que acontece em Minas Gerais.
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A produção é a única da região Centro-Oeste escolhida no desafio “Eu Faço a Mostra”, que propôs a criação de filmes verticais de até um minuto, a partir do tema ‘Soberania Imaginativa’.
De maneira crítica, o curta observa os mecanismos de controle das redes sociais. Não um controle direto ou censura explícita, mas algo mais sutil, como a sedução, promessa de alcance, reconhecimento e pertencimento, que muitas vezes passa despercebido.
Segundo Rita Ribeiro, a ideia do filme surgiu a partir de reflexões sobre como a imaginação humana é constantemente atravessada por estímulos externos. “A gente pensou em como a imaginação ainda existe, mas está o tempo todo sendo impactada por imagens e estímulos que não vêm de dentro da gente”, explica.
O curta é uma animação e traz como imagem central um olho, que representa alguém observando o mundo digital. Esse olho recebe uma enxurrada de informações, imagens e palavras que simbolizam sensações comuns no ambiente das redes, muitas delas negativas.
“São palavras que aparecem e traduzem emoções que a gente sente mesmo sem perceber. É uma crítica à quantidade de informação que acaba nos controlando de alguma maneira”, conta a cineasta.
O próprio título do filme, ‘nem todo controle vem de dentro’, resume a proposta. Segundo Rita, muitas vezes ele é construído de fora para dentro, de forma silenciosa.
Apesar de ter apenas um minuto de duração, o curta levou semanas de pesquisa e amadurecimento até ficar pronto, e foi criado exclusivamente para o desafio da Mostra. “Mesmo sendo um vídeo curto, não é algo simples de fazer. A gente precisou de tempo para pensar se a ideia realmente fazia sentido dentro da proposta”, explica Rita.
A seleção trouxe surpresa e emoção para os cineastas, que estão no início da trajetória no cinema experimental. “Foi a nossa primeira curta experimental. Ser selecionado logo de cara, ainda mais sendo a única produção de Mato Grosso do Sul, foi muito emocionante”, comenta.
Para o casal, a experiência serviu como incentivo para continuar produzindo e fortalecendo o cinema feito no Estado. “Deu empolgação e vontade de produzir mais. Foi um sinal de que estamos no caminho certo”, finaliza.
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