Exposição gratuita convida público a olhar arte de outro jeito
“Entre Completudes e Efemeridades” abre nesta quinta-feira (30), às 19h

A exposição “Entre Completudes e Efemeridades” abre nesta quinta-feira (30), às 19h, em Campo Grande, com entrada gratuita. A mostra acontece no Arquivo Público Estadual, que fica no 2º andar da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, e segue aberta ao público até junho.
RESUMO
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A exposição "Entre Completudes e Efemeridades", do Coletivo Enegrecer, abre nesta quinta-feira (30), às 19h, no Arquivo Público Estadual de Campo Grande, com entrada gratuita. A mostra reúne obras de artistas negros, pardos e indígenas, além de produções de crianças da comunidade quilombola Chácara Buriti e fica em cartaz até junho na Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
Realizada pelo Coletivo Enegrecer, a exposição reúne obras de artistas contemporâneos e também de crianças da comunidade quilombola Chácara Buriti, que participaram de oficinas de arte em março. A proposta é mostrar diferentes formas de fazer arte, usando materiais variados e ideias que fogem do tradicional.
Segundo a curadora Auriellen Leonel, a mostra vai além de temas específicos e traz também pesquisa, experimentação e novas formas de expressão. “As exposições não permeiam apenas pautas raciais. Os artistas também estão pesquisando, experimentando materiais e suportes, criando novas possibilidades sem perder a essência de suas trajetórias”, explica.
A ideia é fazer o público olhar com mais atenção para coisas simples do dia a dia e perceber novos significados. “A expectativa é que o público sinta essa efemeridade e consiga olhar para as materialidades sob uma nova perspectiva, ressignificando o que antes era banal em algo que produza sentido”, afirma.
Nesta edição, o coletivo também amplia a participação, reunindo artistas negros, pardos e indígenas. “Somos um grupo de artistas negros, pardos e indígenas, cada um com sua linguagem, mas caminhando juntos por um único intuito: fazer arte contemporânea em Mato Grosso do Sul com potência e criatividade”, destaca a idealizadora Erika Pedraza.
Um dos destaques é justamente a participação das crianças da Chácara Buriti, que não entram como visitantes, mas como artistas da exposição. “A gente traz as crianças como artistas da exposição. Elas não estão ali como espectadoras, mas como parte do projeto, ocupando esse espaço com suas produções”, diz Erika.
Para ela, esse tipo de experiência ajuda no desenvolvimento e na autoestima. “Quando elas se veem nesse lugar, sendo reconhecidas, isso fortalece. A arte também é uma ferramenta para que essas crianças cresçam com mais consciência, força e pertencimento”.
Na noite de abertura, o público também poderá acompanhar apresentações musicais da banda BatuqueCanta, da artista Preta Princesa e da DJ Afro Queer.
O Arquivo Público Estadual de Mato Grosso do Sul está localizado na Av. Fernando Corrêa da Costa, nº 559, Térreo, Centro.
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