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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

12/11/2017 07:10

Larissa passa meses no Pantanal e registra com delicadeza o hábito dos animais

Thailla Torres
Uma fêmea avistada e clicada por Larissa no Pantanal. (Foto: Larissa Pantanal)Uma fêmea avistada e clicada por Larissa no Pantanal. (Foto: Larissa Pantanal)

A energia do Pantanal despertou na guia turística Larissa Neves de Souza o fascínio pela natureza e pela vida selvagem. Nascida em Cuiabá, a menina cresceu na região de Porto Jofre, em Mato Grosso, e  essa característica da infância marcou o início da história dela na fotografia, que agora faz parte das temporadas pela região pantaneira de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, na captura de momentos que para muitos, é preciso sorte.

Disposição ela tem de sobra em um cenário que faz despertar seu olhar mais sutil. Vinda de uma família que faz parte do Turismo da região, Larissa aprendeu ainda pequena a falar outros idiomas e não ter dúvidas que seria a natureza, seu principal local de trabalho.

 De julho a outubro, ela praticamente mora no Pantanal. (Foto: Arquivo Pessoal) De julho a outubro, ela praticamente mora no Pantanal. (Foto: Arquivo Pessoal)

Aos 28 anos, ela passa nove meses do ano viajando. De julho a outubro, praticamente mora no Pantanal. Atuando como guia e até pesquisadora, as lentes são as maiores ferramentas. "Com a fotografia tenho feito uma espécie de pesquisa, conseguindo identificar nomes e comportamentos de animais ao longo do tempo. Por isso tenho me dedicado muito à observação dos bichos", explica.

Foi assim que a fotografia surgiu na rotina e se tornou em parte importante a cada viagem. "Hoje temos um grande número de fotógrafos de natureza que se dedicam ao Pantanal. Eu não me considero uma profissional, mas é cada vez mais incrível conseguir registrar momentos onde se tem a visão natural, sem nenhuma intervenção humana".

Com paciência e cautela diante da natureza, Larissa coleciona aparições especiais, que alguns turistas sonham em ver. Uma delas é registrar momentos inusitados durante o comportamento da onça. "É preciso acordar cedo, fazer silêncio e ter paciência. As vezes enxergo uma onça dormindo e a única opção é ficar pelo menos três horas esperando ela acordar. Mas quando isso acontece, a gente acaba vendo coisa que é inevitável o registro".

O encanto é traduzido em imagens que falam por si. Uma delas já rendeu centenas de curtidas no Instagram. "Eu estava em um local que observo a onça já fazem alguns meses. Quando uma delas, para proteger seus filhotes, mostrou a outra fêmea que ali era o seu território, e a briga foi feia".

O instinto de proteção que falou mais alto. (Foto: Larissa Pantanal)O instinto de proteção que falou mais alto. (Foto: Larissa Pantanal)
O acasalamento, como sinal de uma nova vida que merece ser preservada. (Foto: Larissa Pantanal)O acasalamento, como sinal de uma nova vida que merece ser preservada. (Foto: Larissa Pantanal)

Em outro momento, Larissa teve a sorte de avistar três casais durante o acasalamento, mas conseguiu fotografar apenas dois, que por sinal, estavam no mesmo território. Um sinal de novas vidas pela frente.

"Elas estão em diversas regiões e quem trabalha nas unidades de conservação já está acostumado com essa aparição de animais silvestres. Mas a cada novo contato, ou uma simples presença, é motivo de comemoração. Porque o desejo é que a população desse bicho cresça e que o Turismo só ajude a conscientizar e proteger ainda mais essa espécie", torce.

Quem quiser acompanhar a jornada de Larissa através de suas fotografias pelo Pantanal e outras regiões do País, basta segui-lá no Instagram.

Veja na galeria outros registros feitos pela guia.

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