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Artes

Bugigangas e peças decorativas prometem negócio da China para lojistas

Por Paula Vitorino | 01/10/2011 12:20

Proposta cria primeiro Show Room da Capital com artigos importados da China para atender lojistas do novo Shopping

Comerciante encontra mais de 3 mil artigos em loja da China. (Fotos: Pedro Peralta)
Comerciante encontra mais de 3 mil artigos em loja da China. (Fotos: Pedro Peralta)
Desde decoração até bugigangas diversas, bolsas e brinquedos.
Desde decoração até bugigangas diversas, bolsas e brinquedos.

Um espaço com cerca de 3 mil artigos importados diretamente da China à disposição exclusiva dos comerciantes do Shopping 26 de Agosto. E o melhor, tudo está disponível sem precisar atravessar o continente, a menos de duas quadras do Shopping na região central.

A proposta é do primeiro Show Room com produtos da China criado em Campo Grande, pelo grupo Saad empreendimentos, que é responsável pelo Shopping 26 de Agosto, inaugurado nesta manhã.

“Percebemos que a maioria dos nossos comerciantes viajavam para outros estados ou países da fronteira para fazer compras, correndo riscos e tendo gastos maiores. Então resolvemos fechar a parceria com fornecedores da China e disponibilizar os produtos aqui”, explica Fernando Saad.

A parceria foi fechada com sete fornecedores da China e, segundo Fernando, a proposta é vender os produtos praticamente a preço de custo para os lojistas.

Segundo Saad, a ideia foi inspirada em Show Rooms de São Paulo e a iniciativa para o Shopping em Campo Grande quer fortalecer o empreendedor, que terá mais uma opção de compra.

Além do preço e da comodidade, Fernando diz que o comerciante tem a vantagem de comprar mercadorias com a garantia da nota fiscal. Essa é uma das exigências para as vendas dentro do Shopping, todo produto tem que estar legalizado.

Jarra grande de porcelana custa R$ 45.
Jarra grande de porcelana custa R$ 45.
Objeto chinês custa R$ 71 e aparador de vidro R$ 90.
Objeto chinês custa R$ 71 e aparador de vidro R$ 90.

O comerciante pode encontrar na “lojinha da China” desde bugigangas diversas a objetos de decoração com toque oriental. Tem bijuteria, maquiagem, eletroeletrônicos, bolsas, objetos de decoração e brinquedos.

De olho no Dia das Crianças que está chegando, boa parte do mostruário deste mês é composto por brinquedos. Uma moto com controle remoto pode ser comprada por R$ 36, já um ursinho de leão para bebês é vendido por R$ 8. A boneca grande custa R$ 37.

Pelas paredes estão dezenas de modelos de bolsas, com preço variado em torno de R$ 46. Na parte de objetos de decoração o estilo oriental chama a atenção.

A jarra de porcelana com pintura chinesa vale R$ 45, o aparador em vidro custa R$ 90 e o objeto de decoração chinês é vendido por R$ 71. Os eletroeletrônicos também estão presentes, com radinho de R$ 47, por exemplo.

Para comprar na loja tem que ser comerciante do 26 de Agosto. Os produtos na loja servem como mostruário para o comerciante fazer o pedido. O pagamento só pode ser feito com metade à vista e outra metade em 30 dias.

Mas Fernando garante que dentro de 120 dias será disponibilizada uma linha de crédito para os comerciantes, que poderão parcelar suas compras da China.

Compensa? - Para quem já fez compras no Show Room o preço ainda pode melhorar. “Ainda não está com o preço prometido, acabei gastando mais que se tivesse viajado para São Paulo”, diz o comerciante José Antonio Alves, de 49 anos.

Ele montou toda a loja aberta no 26 de Agosto com os produtos da China porque não teve tempo de viajar para as compras. Mas diz que gastou quase R$ 1 mil a mais que se tivesse viajado até São Paulo para as compras, sem contar a passagem de ida e volta.

Saad explica que o primeiro lote disponibilizado neste mês foi comprado por intermédio de fornecedor de São Paulo e por isso o preço acabou ficando mais caro. Mas ele garante que a partir de outubro os próximos lotes serão comprados diretamente da China e o preço deve cair cerca de 35%.

“Não conseguimos os trâmites todos para a exportação direta, mas já em outubro vai estar tudo certo”, frisa.

O comerciante José diz que se o preço cair conforme prometido “aí compensa comprar aqui, senão vou para São Paulo”.