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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

12/06/2017 08:46

Em arraial para avô festeiro, bingo dá queijo caipira, banha de porco e galinha

Na festa, tudo é preparado no fogão a lenha e com receitas tradicionais juninas

Thailla Torres
Família reunida para fazer o melhor arraial em memória de Etelvino.Família reunida para fazer o melhor arraial em memória de Etelvino.

Quando o assunto é festa, essa família não perde o entusiasmo, faça frio ou calor. Apaixonados por festa junina, esse ano eles capricharam no Arraial da Chácara, festança que surgiu quando o avô Etelvino Tavares Rodrigues ainda estava vivo. Ele partiu deixando um legado de amor e muita união, sempre comemorado em junho.

Tiago Pantoja, um dos netos, é quem começa a falar e lembrar das festas na chácara onde o avô morava. “Ele comprou esse lugar em 1994 e morou aqui até 2012. Isso era um palco para toda alegria dele. Meu avô gostava muito de música e era sanfoneiro, o chamamé rolava solto toda vez que ele fazia uma festa”, recorda.

Seu Etelvino na companhia dos netos.Seu Etelvino na companhia dos netos.

Por isso, a saudade é materializada em festa, 5 anos depois do dono da bagunça morrer por conta de um infarto. O barulho do xote e do forró era sinal que a alegria faria presença a madrugada toda. Então, o som continua o mesmo.

O ponto de encontro fica 6 quilômetros longe do Centro da cidade. Na noite de sábado, as temperaturas apresentaram uma sensação térmica bem menor do que o esperado. Mas o frio não superou a animação de mais de 250 pessoas que compareceram ao evento.

Apesar do número de convidados, a festa é particular, feita só para amigos e familiares. “No primeiro ano em que fizemos, foram mais ou menos umas 100 pessoas. Naquela época, vimos que a festa daria certo e que os nossos amigos adoraram”, explica o neto.

A festança é organizada por ele, a mãe Marlene Pereira Rodrigues e a esposa Luana Araujo de Oliveira. A festa é cheia de brincadeiras, comidas típicas, quadrilha e até bingo entre os convidados. Com figurino à altura, homens, mulheres e crianças estavam todos de caipira.

Barraca de bebidas...Barraca de bebidas...
e mesa de doces foram decoradas.e mesa de doces foram decoradas.

Para manter a rusticidade, a premiação não tem nada de moderna. Quem participa do bingo concorre a queijo caipira, banha de porco e uma galinha. “Um jeito de manter as tradições da chácara. Quando meu avô era vivo, ele gostava de tudo que era caseiro”, justifica Tiago.

Dona Marlene Rodrigues lembra muito do pai na hora de fazer as comidas. “Tudo tinha que ser no fogão a lenha e aquelas receitas tradicionais de festa junina".

A festa começa a ser preparada quase um mês antes, mas as comidas são feitas no dia anterior. Panelada de caldo, arroz carreteiro, quentão e cachorro-quente ficam aquecidos o tempo todo no fogão a lenha. A mesa de doces é farta, com amendoim, pé de moleque, paçoca e docinho de abóbora.

Mas como ninguém consegue ficar longe da tecnologia, Tiago improvisou conexão sob a tenda de circo que foi alugada para proteger os convidados do frio e colorir o espaço da festa. “Arrumamos wi-fi que tem velocidade para 500 conexões. É chácara, mas tem internet”, brinca.

Festa ficou lotada de amigos e familiares.Festa ficou lotada de amigos e familiares.

Toda disposição e investimento tem finalidade apenas de unir garante Tiago. “É um momento que a gente compartilha aquela alegria que meu avô nos ensinou. Nós cobramos uma entrada que deixa o convidado à vontade para comer e se divertir. Mas o valor paga a festa, de resto a gente só é recompensado com amor e diversão”.

Para a filha de Etelvino, a festa é uma maneira de deixar seu Etelvino feliz onde quer que ele esteja. “Logo que ele faleceu, ficamos um tempo sem se divertir, por conta da tristeza. Mas quando voltamos com a festa, eu penso que isso dá muita felicidade a ele. Sinto que ele está aproveitando conosco, mas em um lugar diferente”, diz.

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