Terezinha ensinou por 60 anos e era professora que alunos amavam ouvir
Religiosa trabalhou por anos nos colégios Auxiliadora e São José e morreu aos 82 anos após uma queda

Depois de uma vida dedicada à fé e à educação, Irmã Terezinha dos Santos descansou na manhã do último domingo (9), aos 82 anos. A partida da educadora que trabalhou por anos nos colégios Auxiliadora e São José, deixa saudade entre familiares, religiosos, ex-alunos e comunidades que foram tocadas por seu trabalho ao longo de anos.
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Irmã Terezinha dos Santos, religiosa salesiana que dedicou sua vida à educação e à fé, faleceu aos 82 anos no último domingo em Campo Grande. Natural de Corumbá, ela atuou como professora de Língua Portuguesa e coordenadora pedagógica nos colégios Auxiliadora e São José. Além de sua contribuição para a educação, a religiosa desenvolveu um importante trabalho social junto à comunidade quilombola de Furnas dos Dionísio durante 38 anos. Terezinha sofreu uma queda em fevereiro que resultou em complicações clínicas, vindo a falecer após uma parada cardíaca na Santa Casa de Campo Grande.
Nascida em Corumbá no dia 3 de fevereiro de 1944, Terezinha era a filha mais velha de Sylvio dos Santos e Severina Amélia dos Santos. Ainda adolescente, ajudou a criar os irmãos gêmeos, Maria Luiza e Luiz Mario, experiência que já revelava o espírito de educadora que marcaria toda a sua trajetória.
A vocação religiosa surgiu ainda jovem. Aos 15 anos, mesmo diante da resistência do pai, ela deixou a casa da família para começar a formação religiosa em Campo Grande. Anos depois, professou os votos como religiosa salesiana, em 24 de janeiro de 1966.
Ao longo da vida, Terezinha construiu uma trajetória ligada à educação. Formada em Letras, se tornou professora de Língua Portuguesa e ganhou reconhecimento pela dedicação às palavras e ao ensino.
Durante anos, atuou como coordenadora pedagógica no Colégio Auxiliadora e no Colégio Estadual São José, além de exercer funções administrativas dentro da congregação.
Diretora do Colégio Auxiliadora, irmã Marcia Koffermann lembra que Terezinha era uma presença que aproximava as pessoas.
“Ela era uma presença amiga. Onde passava, fazia as pessoas se sentirem próximas. Gostava de contar histórias, porque viveu muitas experiências bonitas, e contava tudo com muito detalhe. Era sempre de forma simples, desinteressada, e as pessoas se sentiam bem em ouvi-la”, relata.

Segundo a diretora, o amor pelas crianças e pelos jovens sempre esteve no centro da missão da religiosa. “Ela tinha um grande amor pela juventude e pelas crianças. Era uma pessoa sempre disponível para ir ao encontro do outro”, afirma.
O último encontro entre as duas aconteceu já na UTI do hospital. “Ela ainda entendia o que falávamos, mas já não conseguia conversar muito. Dizia que queria ir para casa. Ela amava a comunidade e queria estar ali”, recorda.
Além da atuação nas escolas, a religiosa também dedicou grande parte da vida à ação social e pastoral. Durante 38 anos, trabalhou junto à comunidade quilombola de Furnas dos Dionísio. Nos fins de semana, enfrentando chuva ou sol, ia até a comunidade para acompanhar a catequese, visitar famílias e orientar crianças e jovens.
Com apoio de alunos, também ajudou a construir uma pequena capela no local, garantindo que a comunidade tivesse um espaço para celebrar a fé. Nas palavras das religiosas que conviveram com ela, Terezinha era uma presença serena, alegre e humilde.
No dia 20 de fevereiro, Terezinha sofreu uma queda em casa que resultou em uma fratura no fêmur. Ela passou por cirurgia, mas apresentou complicações clínicas nos dias seguintes. Após uma breve melhora, a irmã teve uma parada cardíaca e não resistiu.
A morte foi confirmada em nota assinada pela irmã Alaíde Deretti, inspetora da Inspetoria Nossa Senhora Aparecida. Segundo o comunicado, a religiosa faleceu às 10h30, na Santa Casa de Campo Grande, “sob a proteção da Mãe Auxiliadora”.
“Fica a gratidão pela sua vida marcada pela doação, pelo amor a Deus, à Igreja e aos pobres”, diz trecho da nota.
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