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Consumo

Em meio a epidemia, Kely produz máscaras e doa para hospitais

Ela é artesã há cinco anos e resolveu ajudar os profissionais da saúde com produções artesanais, colaborando com a prevenção

Por Alana Portela | 22/03/2020 11:21
As máscaras artesanais são produzidas com tecido de tricoline duplada. (Foto: Arquivo pessoal)
As máscaras artesanais são produzidas com tecido de tricoline duplada. (Foto: Arquivo pessoal)

Em meio a epidemia do Coronavírus em Campo Grande, Kely Lazaroto resolveu pôr a mão na massa e ajudar os profissionais da saúde. Com tecido tricoline duplada, ela passou a confeccionar máscaras artesanais em casa e doar aos hospitais que precisam, para realizar o atendimento aos pacientes. É uma forma que encontrou de fazer sua parte e colaborar com a sociedade.

“Às máscaras servem para evitar que gotículas de saliva cheguem diretamente na boca das pessoas, elas protegem contra isso. Devem ser lavadas a cada duas horas com água e sabão, colocadas para secar no sol e passadas com ferro”, explica.

Aos 44 anos, ela é arquiteta de profissão e há cinco anos se descobriu também no artesanato. “Faço diversos trabalhos em tecido. Quando começou a faltar de máscaras na cidade, resolvi fazer para minha família”, conta.

Tem de vários modelos e são eficazes na prevenção de gotículas. (Foto: Arquivo pessoal)
Tem de vários modelos e são eficazes na prevenção de gotículas. (Foto: Arquivo pessoal)

Não demorou muito e ela passou a técnica para algumas amigas que também resolveram fazer as confecções em casa. A notícia se espalhou e logo surgiu inúmeros pedidos para que Kely continuasse os trabalhos. “Estou fazendo para doar para aos hospitais que necessitam no momento”.

Por isso, ela também solicita doações do tecido tricoline duplada. “Esse é a recomendação do nosso Ministro da Saúde. Estou arrecadando os tecidos para doar, entrego já cortado para as outras costureiras que estão produzindo ajudar”.

As produções serão doadas para Santa Casa da Capital e também no Hospital Universitário, que também fez os pedidos. “No H.U. é uma união de mulheres, onde entrego para uma delas. O pedido da Santa Casa foi realizado hoje de manhã, vou entrar 50 máscaras”.

Por dia, Kely consegue confeccionar de 50 a 70 máscaras. Em casa, ela ainda conta com o auxílio da filha de 9 anos e da mãe, que colaboram na mão de obra. “Em dias corridas elas ajudam, uma corta, enquanto outra costura e outra passa. É um trabalho bem mecânico e sem paradas”, conta.

“Neste tempo, temos que ajudar no que for necessário o profissional de saúde, pois são eles que estão colocando a vida em risco para ajudar a população. Me sinto no dever de fazer isso”, destaca.

Para ela, se cada um contribuir pode fazer de Campo Grande um lugar melhor de se viver. “Cada um fazendo sua parte e podendo se doar um pouco a mais, creio que ajuda e muito”.

Além dos hospitais e pedidos dos profissionais da saúde, ela também confecciona máscaras para os moradores. No entanto, é cobrado o valor de R$ 10,00. “A quantia é revertida para as doações”, diz. “A medida que vão me pedindo, peço dois dias para fazer a entrega e é por ordem de pedidos”, explica.

A infectologista, Carolina Neder confirma a eficácia das máscaras. “Funciona para prevenir as gotículas, mas a pessoa tem que usar e ter cuidado na hora de tirar. Depois lavar bem e por num lugar que não contamine. A máscara de pano é eficaz na prevenção das gotículas”, conclui.

Mais informações e pedidos pelo contato (67) 9 9298-9064.

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As máscaras prontas vão ser doadas aos hospitais de Campo Grande. (Foto: Arquivo pessoal)
As máscaras prontas vão ser doadas aos hospitais de Campo Grande. (Foto: Arquivo pessoal)


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