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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

05/04/2018 11:23

Quatro meses após cancelamento, empresário nega golpe em festival de reggae

Ângela Kempfer

Quatro meses após o cancelamento do Festival Internacional de Reggae, em Campo Grande, o empresário norte-americano Haydn Agostini resolveu se manifestar sobre acusações de que teria dado "golpe" contra produtores locais. 

Ele garante que não havia qualquer contrato assinado para a realização do evento em Campo Grande, apenas um acordo informal com a produtora local Danuta Pólvora, que na época do cancelamento deu entrevista ao Lado B responsabilizando Haydn pelo cancelamento.

Na versão dele, não todo o trablaho ficou por conta da produção local.  "Ficou claro de que ela era responsável por todas as despesas locais, inclusive com despesas dos artistas de São Paulo para Campo Grande. Informei à ela que seria necessária uma verba aproximada de R$ 20 mil para honrar com despesas antes do show, e a mesma concordou", diz, apesar de admitir que recebeu a informação de que o público de Campo Grande não teria por costume a compra de ingressos com antecedência.

Para o evento, estavam previstas atrações internacionais como a banda californiana Big Mountain, o holandês Mitchell Brunings e os africanos da Kora Trio. 

Cerca de 2 meses antes do show, ele diz que começou a se preocupar pela escassez de ingressos vendidos. "Sugeri mover o show para um local diferente. Um mês antes do show, outro produtor de Campo Grande me chamou, me informando que recentemente fizera a produção de um show com a banda Jotaquest e que havia entrado em contato com Danuta e disse-lhe que a mesma perderia dinheiro, já que o público seria muito fraco, e sugeriu de que seria melhor ela cancelar o show, o qual eu concordei".

A produtora local teria minimizado essa questão e convencido Haydn Agostini a continuar com os planos. "Alegando que os outros produtores estavam com ciúmes porque ela estava produzindo o maior show em Campo Grande. Reforcei à ela de que eu seria responsável pela chegada das bandas ao Brasil, assim foi com Big Mountain e Kora Jazz, incluindo passagem paga para Mitchell Brunnings. Providenciei também todas as licenças de trabalho para os músicos, através do Ministério do Trabalho, tudo legalmente", garante.

Uma semana antes do show, ele diz que foi confirmada a venda de poucos ingressos. "Alertei-a de fazer o cancelamento, devido a falta de verbas. Danuta me informou que sua família iria ajudá-la com recursos e recorreu também à prefeitura de Campo Grande, e ambos não o fizeram".

Ele argumenta que Danuta era única responsável para pagamento de todas despesas locais e por isso o festival não ocorreu. "Meu compromisso do acordo eu mantive, não tenho contrato assinado com ninguém em Campo Grande, não fiz vendas de nenhum ingresso. Assim que as bandas chegaram ao Brasil, ela já iniciou conversa com as mesmas".

Na avaliação de Haydn, a ideia dos organizadores era fazer um festival, "sem condições para arcar com as despesas locais, contando com ingressos que não foram vendidos suficientemente para realização do evento".



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