Incidência de lagarta da espiga salta de 10% para 70% em lavouras de MS
Levantamento também aponta o avanço de plantas daninhas em propriedades e outras pragas

A incidência de lagarta da espiga nas lavouras de milho de Mato Grosso do Sul subiu de 10% para 70% das propriedades monitoradas, na comparação entre as safras 2024/2025 e 2025/2026. Os dados foram divulgados no boletim Casa Rural - Agricultura, elaborado pela Aprosoja-MS, que também identificou a presença de outras pragas e plantas daninhas no Estado.
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Boletim da Aprosoja-MS aponta avanço de pragas nas lavouras de milho de Mato Grosso do Sul entre as safras 2024/2025 e 2025/2026. A incidência média ou alta da lagarta da espiga subiu de 10% para 70% das propriedades e a da lagarta-do-cartucho, de 17% para 94%. Já a cigarrinha caiu de 41% para 14%. Também avançaram capim-pé-de-galinha e capim-vassourinha; a buva permaneceu estável em 5%.
A lagarta da espiga (Helicoverpa zea) ataca diretamente as espigas, danifica os grãos e facilita a entrada de microrganismos que podem provocar podridão. A alta incidência foi registrada em 24 municípios, com destaque para Bela Vista, Campo Grande, Dois Irmãos do Buriti e Terenos.
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O levantamento aponta que o controle exige atenção durante a fase reprodutiva do milho. Por atacar a espiga, a lagarta pode escapar das pulverizações e das proteínas Bt (Bacillus thuringiensis), que têm a eficiência contra a espécie questionada no boletim.
Outras pragas - A lagarta-do-cartucho também aparece entre os principais problemas identificados. A incidência média ou alta passou de 17% para 94% das propriedades entre as duas safras. A alta incidência foi registrada em 47 municípios, com destaque para Alcinópolis, Bela Vista, Camapuã e Campo Grande.
A praga ataca o cartucho e provoca desfolha. Segundo o boletim, o aumento é compatível com o clima úmido e quente entre fevereiro e junho e com a perda de eficiência de tecnologias Bt contra Spodoptera frugiperda.
Outra ocorrência relevante é a do percevejo-barriga-verde. A incidência média ou alta caiu de 34% para 33% das propriedades, mas a infestação ainda exige atenção. O boletim registrou alta incidência em oito municípios, com destaque para Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Rio Brilhante e Sidrolândia.
Já a cigarrinha-do-milho apresentou redução da incidência média ou alta, de 41% para 14% das propriedades. O inseto transmite agentes que causam os enfezamentos vermelho e pálido, doenças que podem reduzir a produção em até 70%. A infestação está sob controle, mas o documento recomenda monitoramento constante.
Plantas daninhas - Entre as plantas daninhas, o capim-pé-de-galinha teve aumento da incidência média ou alta, de 23% para 31% das propriedades. A alta incidência foi registrada em 18 municípios, com destaque para Alcinópolis, Camapuã, Corguinho e Rochedo.
O capim-vassourinha também avançou. A incidência média ou alta subiu de 13% para 24% das propriedades, e a alta incidência foi registrada em 12 municípios. Bandeirantes, Brasilândia, Jaraguari e Rio Brilhante concentraram as maiores proporções.
A buva, por sua vez, segue entre as principais plantas invasoras dos cultivos de soja e milho em Mato Grosso do Sul. O boletim aponta incidência média ou alta em 5% das propriedades, mesmo índice da safra anterior. Apenas Rio Negro apresentou alta incidência, e a infestação foi considerada sob controle no Estado.

