Após avistamentos de onça, Corumbá tem rondas e distribuição de sinalizadores
PMA iniciou patrulhamento no dia 22; grupo técnico orienta moradores a manter animais domésticos cercados
A PMA (Polícia Militar Ambiental) iniciou rondas noturnas em áreas de Corumbá com registros de onças-pintadas, e moradores de locais considerados sensíveis estão recebendo sinalizadores sonoros para afugentar os felinos. As medidas foram informadas pelo Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário, em nota publicada pelo IHP (Instituto Homem Pantaneiro).
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A Polícia Militar Ambiental iniciou rondas noturnas em áreas de Corumbá com registros de onças-pintadas, e moradores de locais sensíveis recebem sinalizadores sonoros para afugentar os felinos. O patrulhamento começou na quinta-feira (22) e a entrega dos equipamentos, na sexta (23). A medida foi informada pelo Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário, que acompanha o avistamento de uma onça no Mirante da Capivara. O grupo orienta manter animais domésticos em locais fechados e comunicar avistamentos à PMA pelo telefone (67) 99266-4052.
O patrulhamento começou na noite de quinta-feira (22), e a distribuição dos equipamentos começou na sexta-feira (23). Segundo o grupo, sinalizadores também foram entregues em campanhas anteriores, após relatos de avistamentos.
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A nota registra a presença de uma onça-pintada na região do Mirante da Capivara, às 18h51 de quarta-feira (21). A ocorrência é acompanhada pelas instituições que integram o grupo. Na quinta-feira (22), o Campo Grande News mostrou imagens da onça que se aproximou de uma residência nas proximidades. O cão estava protegido por uma tela doada pelo GAPA (Grupo de Apoio e Proteção aos Animais).
Na região, moradores já haviam relatado outros episódios. Em agosto, uma família perdeu um cachorro após um ataque registrado por câmeras de segurança. Dias depois, um felino voltou ao mesmo endereço, em uma nova tentativa de ataque.
Segundo o grupo técnico, Corumbá registra há décadas a presença de onças em áreas de transição entre as zonas rural e urbana. Inserido no Pantanal, habitat natural da espécie, o município também tem pontos onde os animais permanecem próximos às residências.
Em maio, uma fêmea que havia predado animais domésticos foi capturada e levada para a Serra do Amolar. A retirada, porém, não impede que outra onça passe a utilizar a mesma região, ressalta o grupo. Por isso, o trabalho exige monitoramento permanente e prevenção.
As ações incluem educação ambiental, instalação de câmeras, estudos sobre o comportamento dos felinos, orientação aos moradores e afugentamento quando há indicação técnica.
O grupo reúne representantes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), do Cenap/ICMBio (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), da Prefeitura de Corumbá - por meio da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal e da Defesa Civil -, da Polícia Militar Ambiental, do IHP, do Instituto Jaguarte, da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul) e pesquisadores parceiros.
Orientações à população - O grupo reforça os cuidados, principalmente em áreas próximas a ambientes naturais ou com registro de grandes felinos:
Mantenha cães, gatos, galinhas e outros animais domésticos em locais fechados ou cercados, especialmente à noite.
Conserve terrenos e quintais limpos e, se possível, iluminados.
Evite acumular lixo e restos de comida, que podem atrair a onça ou suas presas. Coloque o lixo para fora perto do horário da coleta.
Ao ver uma onça, adulta ou filhote, não se aproxime. Vale o mesmo cuidado ao encontrar carcaças de animais.
Se a onça atacar um animal doméstico solto, não tente intervir diretamente ou chegar próximo.
Em caso de encontro próximo, não corra e nem dê as costas. Fique de frente para o animal, aumente a distância aos poucos. Se necessário, acenda luzes e faça barulho.
Avistamentos devem ser comunicados à PMA pelo telefone (67) 99266-4052.
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