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Meio Ambiente

Catadores fazem protesto em frente ao prédio da Prefeitura

Por Gabriel Neris e Helton Verão | 19/12/2012 15:35
Catadores tomam conta de cruzamento para protestar contra a demora de entrega da usina (Foto: Luciano Muta)
Catadores tomam conta de cruzamento para protestar contra a demora de entrega da usina (Foto: Luciano Muta)

Catadores do lixão de Campo Grande fazem nesta tarde protesto em frente ao prédio da Prefeitura, na esquina da avenida Afonso Pena com a rua 25 de Dezembro. Um dia após o fechamento do local, os trabalhadores estão sem exercer a atividade, já que a estrutura da cooperativa ao lado do aterro sanitário do bairro Dom Antônio Barbosa ainda não foi ficou pronta.

O representante da CG Solurb, Elcio Terra, está a caminho da Prefeitura para conversar com os manifestantes.

Cerca de 100 pessoas protestam e pedem apoio da população, abordando pedestres e os motoristas que estão parados quando o semáforo esta vermelho. Os catadores reforçam que o protesto não é contra o fechamento do lixão, mas sim com a demora em entregar a usina para os trabalhadores.

O catador Rodrigo Leal acusa a empresa e a Prefeitura de “maquiarem” da usina de reciclagem em frente ao lixão para mostrar que o local apresenta condições de receber os trabalhadores. “Não é aquele galpãozinho que vai sustentar tudo isso. Somos mais de 600”, contabiliza.

Entre as várias faixas e cartazes apresentadas no protesto, algumas estão com os dizeres “Nelsinho, mais fácil colocar tropa de choque ou honrar seus compromissos”, criticando o prefeito Nelson Trad Filho, em referência a confusão envolvendo policiais e trabalhadores no fechamento do lixão. Outra faixa pede ajuda do STF (Superior Tribunal Federal) e cita o mensalão.

Membro da comissão do lixo na Câmara de Vereadores, Thiago Verrone foi até o Paço Municipal conversar com os trabalhadores representando o vereador Athayde Nery (PPS).
A defensora pública Olga de Marco entrou com uma ação no Fórum de Campo Grande para poder ser julgada a questão do lixo. O principal argumento é que houve pressa para o encerramento das atividades no lixão, porém não houve a mesma determinação na abertura da usina.

Os catadores esperam que haja um período de seis meses para que possam adaptar a questão. “Não estamos pedindo esmola. Um motorista me ofereceu cinco reais, não quero dinheiro, quero trabalhar”, comentou Leal. “A gente não quer esses seis meses para a gente, mas para a Prefeitura”, completa.

De acordo com o trabalhador, cada catador fatura entre R$ 100 e R$ 140 por dia no lixão.

A Guarda Municipal e a Polícia Militar acompanham o protesto de perto. A Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais) também esteve no local, mas sem os ânimos exaltados, já deixou o local.

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