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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

21/06/2018 14:03

Desmatamento do Cerrado em MS diminui 15% em um ano

Dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Em todo o Brasil a redução foi de 43%

Izabela Sanchez
Vegetação do cerrado se caracteriza pelas árvores de baixo porte (Divulgação/Ecoa)Vegetação do cerrado se caracteriza pelas árvores de baixo porte (Divulgação/Ecoa)

O desmatamento do bioma cerrado já alcança 51% do território. Ainda assim, em alguns estados a retirada de vegetação diminuiu. É o caso de Mato Grosso do Sul. Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que o desmatamento diminuiu 15% entre 2016 e 2017.

Em 2016 foram 336,8 quilômetros desmatados. Em 2017 esse número cai para 285,7. Conforme noticiou a Agência Brasil, na comparação de 2016 com o ano anterior, a redução em todo o país foi de 43%. Apesar do recuo, a perda cobertura vegetal na região chega a 51%.

A área atingida em 2017 era de 7.408 quilômetros quadrados, 38% menor do que o registrada em 2015, quando a extensão era de 11.881 quilômetros quadrados.

"Esse desmatamento legal está previsto na lei brasileira e defendemos que seja feito dentro da legalidade", declarou o ministro do meio ambiente à Agência Brasil.

O ministro destacou que é fundamental intensificar o diálogo com representantes da pecuária e da agricultura, em especial nos 11 estados e no Distrito Federal nos quais há mata de Cerrado.

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade.

Agora, o ministro quer criar um grupo de trabalho com representantes dos governos e integrantes a sociedade civil. Além disso, o governo prometeu reforçar ações para coibir crimes ambientais no local, empregando, inclusive, forças policiais.



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