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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

07/06/2018 14:53

Espertas, araras são filmadas tomando água de coco sem desperdiçar nada

Registro curioso do casal de canindés foi feito no início desta semana, no bairro Caiçara, pelo fotógrafo Vinícius Santana. Confira.

Anahi Gurgel
Arara canindé quebra coco da Bahia no ponto ideal para beber o nutritivo líquido. (Foto: Vinicius Santana)Arara canindé quebra coco da Bahia no ponto ideal para beber o "nutritivo" líquido. (Foto: Vinicius Santana)

Quem não gosta de uma água de coco, né? Tudo bem que nesse friozinho diminuem um pouco as idas aos quiosques espalhados por Campo Grande, mas o curioso é que, por aqui, tem até até bicho que sabe aproveitar perfeitamente todos os nutrientes desse “líquido precioso”: a arara candindé. Você precisa conferir esse “flagrante” feito no início do mês de junho, no Bairro Caiçara, pelo fotógrafo Vinícius Santana.

Nas imagens, um exemplar macho e outro fêmea de arara Canindé, pousados em um pé de coco da Bahia, usam os bicos para abrir um pequeno orifício na parte superior do fruto, para que não haja desperdício do líquido.

A filmagem foi feita na última segunda-feira (04), às 10h30. "Nos fundos de minha casa. Chamou a atenção a maestria, habilidade das aves para que a casca do coco não seja rompida. Só falta mesmo o canudinho", disse Vinícius, que se considera apaixonado pela natureza.

Ele trabalha em uma empresa de segurança privada, também como motorista de aplicativo e, nas horas vagas, fotografa tudo o que pode da fauna e flora de nossa Capital.

“Esse registro é muito interessante, pois é difícil fotografar e filmar as araras no exato momento em que se alimentam da água de coco. Vinícius estava posicionado na hora certa, com o equipamento certo”, destaca Neiva Guedes, presidente do Instituto Arara Azul.

De acordo com a pesquisadora, a dieta de frutos de palmeiras é inerente às araras Canindé e Azul, que se alimentam também de bocaiuva, bacuri e rabo de peixe. Elas conseguem abrir frutos menores e até maiores e, conforme a maciez ou rigidez da polpa , sabem se o ideal é quebrar a casca mais grosseiramente para comer a castanha ou de forma mais sutil, para beber o líquido.

“Esse trabalho de observação dessas espécies, realizado voluntariamente pelo Vinícius, é muito importante porque porque ajuda a comunidade científica a conhecer ainda mais o comportamento das araras”, ressalta Neiva.

Vale a pena ver o vídeo que Vinícius gravou das araras tomando uma água de coco, "livres, leves e soltas".



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