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Campo Grande, Domingo, 19 de Novembro de 2017

30/05/2017 11:31

MS é o 8º estado com maiores índices de desmatamento da Mata Atlântica

Entre 2015 e 2016, estado perdeu 265 hectares do bioma.

Ricardo Campos Jr.
Mato Grosso do Sul concentra Mata Atlântica Serra da Bodoquena, na planície do Rio Paraná na divisa com São Paulo e em fragmentos isolados no interior de diversas áreas indígenas na região sudeste (Foto: divulgação)Mato Grosso do Sul concentra Mata Atlântica Serra da Bodoquena, na planície do Rio Paraná na divisa com São Paulo e em fragmentos isolados no interior de diversas áreas indígenas na região sudeste (Foto: divulgação)

Mato Grosso do Sul é o oitavo estado brasileiro com maiores áreas de Mata Atlântica desmatadas entre 2015 e 2016. No estado, o bioma está localizado principalmente em três áreas: Serra da Bodoquena, na planície do Rio Paraná na divisa com São Paulo e em fragmentos isolados no interior de diversas áreas indígenas na região sudeste.

Segundo informações compiladas pela ONG (Organização Não Governamental) SOS Mata Atlântica, foram removidos no período analisado 265 hectares de árvores desse bioma, aumento de 1% em relação ao levantamento anterior, quando foram registrados 263 hectares de desmatamento.

O maior registro de remoção das árvores desse bioma em Mato Grosso do Sul foi entre 1995 e 2000, quando o estado perdeu 18.256 hectares da vegetação nativa. O desmatamento da mata decaiu até atingir 49 hectares entre 2011 e 2012, mas desde então tem voltado a subir.

Em 2016, conforme o levantamento da organização, restaram 706.841 hectares de Mata Atlântica no estado.

De modo geral, a ONG aponta a remoção de 29.075 hectares ou 290 quilômetros quadrados nos 17 estados onde o bioma está presente, representando um aumento de 57,7% em relação ao período anterior.

Conforme a entidade, esse foi a pior devastação na Mata Atlântica nos últimos dez anos no Brasil, considerado pela organização como um grande retrocesso na preservação da área.

A Bahia aparece no topo do ranking com redução de 12.288 hectares do bioma, o que representa um aumento de 207% em relação ao levantamento anterior, quando foram destruídos 3.997 hectares. Os piores índices foram registrados na região sul da unidade federativa, lugar onde os portugueses chegaram ao país.

Minas Gerais ficou na segunda colocação com destruição de 7.410 hectares de Mata Atlântica principalmente concentrados nos municípios de Águas Vermelhas (753 ha), São João do Paraíso (573 ha) e Jequitinhonha (450 há). Esses locais são conhecidos por removerem as árvores nativas para a produção de carvão ou plantio de eucalipto, tanto que o estado há sete anos aparece entre os primeiros lugares.

Paraná, terceiro estado que mais desmatou a Mata Atlântica, tem os índices de devastação em alta pelo segundo ano seguido, chegando a 3.545 hectares destruídos entre 2015 e 2016, 74% a mais do que no levantamento anterior.

Para a ONG, a situação é gravíssima e indica uma reversão na tendência de queda do desmatamento registrada nos últimos anos. A entidade considera que não é por acaso que estados campeões de desmatamento são conhecidos por sua produção agropecuária.



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