Pescadores mostram decoada chegando mais cedo ao Rio Miranda
Cheia no curso d'água acontece antes do esperado; cota atingiu os 6,83 metros ontem
Nesta semana, pescadores compartilharam vídeos nas redes sociais mostrando que a decoada chegou mais cedo que o esperado no Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul. Eles relatam terem encontrado pintados, dourados, cacharas e peixes-palmito mortos.
RESUMO
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Pescadores registraram em vídeos a chegada antecipada da decoada no Rio Miranda, em Mato Grosso do Sul, com pintados, dourados, cacharas e peixes-palmito mortos. O fenômeno decorre da piora natural da qualidade da água na enchente, com acúmulo de matéria orgânica, falta de oxigênio e aumento da acidez. Após chuvas intensas, o rio chegou a 6,83 metros, acima da cota de alerta e abaixo da de emergência. O pescador Maycon Douglas Lopes da Silva afirma que, em 2026, o fenômeno ocorreu mais cedo.
O fenômeno acontece devido à alteração natural da qualidade da água durante a fase de enchente dos rios. A mortandade dos peixes se dá devido ao acúmulo de matéria orgânica, principalmente nas beiradas, que leva à falta de oxigênio dissolvido, aumento da acidez e presença de outras substâncias nocivas. A intensidade depende do clima e dos padrões de inundação no ano.
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As chuvas intensas da primeira metade deste mês acabaram enchendo o Rio Miranda. Segundo registrou na manhã de ontem (16) a Sala de Situação do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), a cota chegou a 6,83 metros. O valor está acima da régua de alerta, fixada em 6 metros, mas abaixo da cota de emergência, de 7 metros.
Uma década - O pescador Maycon Douglas Lopes da Silva mora na região do Salobra, em Miranda, e pesca desde 2016.
Ele confirma que em todos os anos da última década vê a decoada acontecendo normalmente, mas que em 2026 foi mais cedo. "Comecei a encontrar peixes mortos na quarta-feira (14)", relata.
Os peixes foram encontrados por ele nas áreas secas que acabaram inundando. "Aqui na nossa região tem muita baía. Fica muito tempo seco, apodrecem os capins, os aguapés. E quando dá enchente escorre a água 'podre' para o rio", explica.
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