Peixes resgatados no Pantanal são levados para monitoramento no Bioparque
Os animais cascudo e bagres foram atingidos pela decoada, que significa a redução de oxigênio na água
Os peixes atingidos pela decoada no Pantanal foram resgatados e levados para o Bioparque Pantanal. O fenômeno é um evento típico do bioma pantaneiro, onde acontece redução drástica de oxigênio na água.
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A expedição realizada em fevereiro no Rio Miranda, na região do Passo do Lontra, possibilitou o resgate de 60 peixes, sendo exemplares de cascudos e bagres, que são espécies que apresentam maior vulnerabilidade diante das alterações ambientais provocadas pelo fenômeno. Participaram equipes de biólogos, veterinários e zootecnistas.
Ao chegarem no aquário, os animais passaram por um rigoroso protocolo de quarentena e foram acompanhados por profissionais que monitoraram o estado clínico e nutricional de cada animal.
Conforme explica o biólogo-curador do Bioparque, Heriberto Guimenes Júnior, o fenômeno ocorre a partir do contato da água com matéria orgânica em decomposição.
“O processo acontece quando a água do rio extravasa para as margens e entra em contato com folhas, galhos e matéria orgânica. Esse processo gera uma intensa atividade bacteriana, que consome o oxigênio dissolvido na água. Como consequência, ocorre uma mortandade significativa de peixes, principalmente daqueles que não conseguem se deslocar rapidamente para áreas com melhores condições”, explicou.
Pesquisa – O trabalho de resgate também irá colaborar com um projeto de pesquisa científica sobre os impactos da decoada na ictiofauna pantaneira.
A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, ressaltou que a iniciativa vai além de uma ação pontual de resgate.
“Ao resgatar esses animais, damos a eles uma nova chance de sobrevivência, ao mesmo tempo em que ampliamos nossa compreensão sobre fenômenos naturais como a decoada, que são próprios do Pantanal, mas que ainda demandam estudos aprofundados. Mais do que acolher esses indivíduos, nós os transformamos em fonte de aprendizado, contribuindo para estratégias mais eficazes de conservação da ictiofauna pantaneira. É a união entre cuidado, ciência e propósito, que orienta todas as nossas ações", destacou.
Com isso, os estudos desenvolvidos devem resultar em publicações científicas e ampliar o conhecimento sobre os efeitos da decoada.
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