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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017

13/05/2014 12:12

Pesquisa inédita no país vai traçar em 2 meses produção de peixes no Estado

Luciana Brazil
Produção de peixe será mapeada no Estado. (Foto:Marcelo Victor)Produção de peixe será mapeada no Estado. (Foto:Marcelo Victor)

Daqui a dois meses o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deve apresentar o primeiro levantamento sobre aquicultores no Estado. A pesquisa, que vai percorrer os 79 municípios, vai mapear e quantificar o número de criadores de peixes em Mato Grosso do Sul, além de obter dados específicos sobre a aquicultura. A medida inédita, e que será realizada também em outros estados, é uma parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o IBGE.

Serão 35 profissionais empenhados no levantamento, que deve demorar cerca de dois meses para ficar pronto, segundo o chefe de divisão do IBGE/MS, Mario Alexandre Frazeto. “Será uma pesquisa completa da psicultura. Existia a demanda, mas não existia quem fizesse”, explica. Mario diz que o processo é rápido. “Dois meses é o tempo suficiente”, garante.

Nesta primeira busca, apenas os criadores, e consequentemente revendedores, farão parte dos dados. “Queremos saber inicialmente quanto se produz de peixe no Estado. Agora, apenas os criadores e revendedores farão parte dessa pesquisa”.

O IBGE já realiza anualmente a PPM (Pesquisa da Pecuária Municipal), onde são levantados dados da atividade pecuária em todos os municípios do país. A novidade é que, por meio do convênio firmado entre o IBGE e o Ministério, a produção do pescado também fará parte do levantamento.

Com a coleta desses dados, os órgãos de planejamento do governo Federal também terão mais informações para o aprimoramento de políticas públicas e sistema de crédito.

Para o representante da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), o advogado Cezar Renato Gazolla, a medida vai beneficiar cidades e gestores. “Sempre que se tem dados específicos, os investimentos chegam mais fáceis”, frisa.

Cezar reforçou que a tecnologia é o incremento que falta a muitos municípios, o que, segundo ele, dá impulso ao desenvolvimento. “Mato Grosso do Sul é um estado que tem potencial imenso. Temos que deixar de ser meros exportadores de matéria prima, para exportarmos o produto pronto. O Brasil precisa disso. Com dados precisos, os empresários têm respaldo para investir nos municípios. E além disso, precisamos de tecnologia”.

Hoje, segundo o Ministério da Pesca de Mato Grosso do Sul, o país exporta mais de U$ 1 bilhão de dólares, incluindo peixes que são produzidos aqui.

O superintendente da pesca em Mato Grosso do Sul, Luiz David Figueiró, afirmou que com o levantamento será possível investir em pontos vulneráveis. “Queremos saber o que é produzindo e qual é o potencial hídrico. Também queremos saber o que pode ser melhorado e o que existe no município”.

Ainda não há dados oficiais sobre o número de aquicultores, mas o Ministério da Pesca no Estado acredita que existam, pelo menos, 800 criadores de peixes. Já na pesca extrativista, categoria que não será  implementada nessa etapa, são aproximadamente 8 mil pescadores.

A pesquisa da aquicultura será feita anualmente, assim como a PPM.




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