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Meio Ambiente

Usina diz que faz estudo sobre plantas aquáticas no reservatório de Mimoso

Pantanal Energética afirma não ter informação oficial do processo; liminar exige remoção de vegetação

Por Inara Silva | 16/10/2026 13:50
Usina diz que faz estudo sobre plantas aquáticas no reservatório de Mimoso
Vista aérea do Rio Pardo, em Ribas do Rio Pardo, segundo o processo movido pelo MP. (Foto: Reprodução)

A Pantanal Energética, operadora da Usina Hidrelétrica Assis Chateaubriand, conhecida como UHE Mimoso, informou nesta sexta-feira (16) que equipes especializadas conduzem um estudo técnico para viabilizar a remoção de plantas aquáticas do reservatório. A empresa é alvo de uma liminar que determina medidas emergenciais para conter e recolher a vegetação espalhada pelo Rio Pardo, em Bataguassu e Santa Rita do Pardo.

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A Pantanal Energética, operadora da Usina Hidrelétrica Assis Chateaubriand (UHE Mimoso), informou nesta sexta-feira (16) que conduz estudo técnico para viabilizar a retirada de plantas aquáticas do reservatório. A empresa é alvo de liminar do juiz Daniel Scaramella Moreira, de Bataguassu, que exige ações emergenciais em 48 horas no Rio Pardo e laudo em 60 dias. A multa diária é de R$ 50 mil por obrigação. Não há prazo para o estudo, e o mérito ainda será julgado.

Em nota encaminhada pela Elera Renováveis, a operadora afirmou que “não tem informação oficial do processo”. Disse também que adota medidas para viabilizar a retirada das macrófitas, como são chamadas essas plantas, e trata do assunto com o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

O estudo é a novidade em relação ao posicionamento divulgado em 30 de setembro, quando a empresa informou que ainda não havia sido formalmente citada. A nota atual não apresenta prazo para concluir o trabalho, nem esclarece se o estudo corresponde ao exigido pela Justiça.

Determinações judiciais - Disponibilizada nos autos em 21 de setembro, a liminar foi concedida pelo juiz Daniel Scaramella Moreira, da 1ª Vara de Bataguassu, em ação civil pública do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

A decisão determina que a empresa impeça a dispersão de plantas para trechos abaixo do reservatório durante manobras operacionais sem medidas prévias de contenção, recolhimento e manejo. Também exige o início, em 48 horas, de ações mecânicas emergenciais para conter e retirar a vegetação do leito e das margens do rio nos dois municípios. O prazo é para começar os trabalhos, não para concluir a remoção.

A operadora ainda deverá apresentar, em 60 dias, estudo técnico com laudo hidrodinâmico sobre qualidade da água, oxigênio dissolvido, impactos sobre os peixes e riscos ambientais. Para cada uma das três obrigações, foi fixada multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento, com limite inicial de R$ 1 milhão.

O juiz determinou a citação e a intimação da empresa com urgência. As informações disponíveis, porém, não confirmam quando essa comunicação ocorreu e não permitem concluir que os prazos foram descumpridos.

Usina diz que faz estudo sobre plantas aquáticas no reservatório de Mimoso
Usina de Mimoso no Rio Pardo cercada por plantas aquáticas (Foto: Reprodução do processo)

Riscos ambientais - Segundo o Ministério Público, manobras da usina teriam dispersado grande volume de plantas do reservatório, em Ribas do Rio Pardo, para Santa Rita do Pardo e Bataguassu, sem contenção e remoção prévias adequadas.

Na decisão, o juiz citou avaliações técnicas que apontam intensa proliferação de plantas e acentuada eutrofização, processo associado ao acúmulo de nutrientes na água. A decomposição da vegetação em excesso pode reduzir o oxigênio disponível e prejudicar a fauna aquática.

A liminar estabelece medidas urgentes enquanto o processo continua. A responsabilidade da empresa, a extensão dos danos e o pedido de indenização por dano moral coletivo ainda serão analisados.

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