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Cachorro andando torto? Sinal pode ser alerta para AVC em pets

Veterinário explica que desequilíbrio, quedas e mudanças repentinas na coordenação exigem atenção dos tutores

Por Clayton Neves | 25/09/2026 06:01
Cachorro andando torto? Sinal pode ser alerta para AVC em pets
Mudanças repentinas no jeito de andar e no equilíbrio merecem atenção dos tutores. (Foto: Patas da Casa)

Assim como acontece com pessoas, cachorros também podem sofrer um AVC (acidente vascular cerebral). O problema ocorre quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou quando há rompimento de um vaso sanguíneo, comprometendo o funcionamento das células nervosas.

De acordo com o médico-veterinário Felipe Alonso, alguns sinais podem ser percebidos pelo tutor antes mesmo de saber o que está acontecendo com o animal. Tropeços frequentes, dificuldade para caminhar e andar descoordenado, por exemplo, merecem atenção.

“Quando o cachorro começa a apresentar alterações no equilíbrio ou na coordenação, principalmente se isso acontece de repente, é importante investigar. Não é normal o animal que sempre caminhou bem começar a tropeçar ou andar de maneira desajeitada sem motivo aparente”, explica Felipe.

Um dos sinais descritos em casos de alterações neurológicas é justamente a chamada ataxia, quando o animal perde a coordenação dos movimentos. O cachorro pode cambalear, tropeçar, ter dificuldade para caminhar em linha reta ou parecer que está bêbado.

Mudança pode acontecer de repente

O AVC em cães costuma provocar sinais neurológicos de início súbito. Dependendo da região do cérebro atingida, o animal pode apresentar dificuldade para ficar em pé, cair para um dos lados, andar em círculos ou demonstrar fraqueza em parte do corpo.

“Uma mudança repentina é um dos pontos que mais chamam a atenção. Se o cachorro estava normal e, de uma hora para outra, começa a perder o equilíbrio, andar em círculos ou apresentar dificuldade para se movimentar, o tutor não deve esperar para ver se passa”, alerta o veterinário.

A inclinação da cabeça também pode aparecer. Em alguns casos, o cachorro pode ficar com a cabeça constantemente inclinada para um dos lados, perder a estabilidade e até cair ou rolar.

Nem sempre é só dificuldade para andar

Os sinais de um AVC não ficam restritos aos movimentos. O cachorro também pode apresentar alterações de comportamento, ficar desorientado, parecer confuso ou mudar repentinamente a maneira como interage com as pessoas.

Convulsões, tremores, fraqueza, alterações na consciência e até perda súbita da visão também estão entre os sinais que podem acompanhar um problema neurológico.

“Se o cachorro deixa de reconhecer um ambiente, fica muito desorientado, passa a andar em círculos ou apresenta uma alteração brusca no comportamento junto com dificuldade para caminhar, isso precisa ser levado a sério”, orienta Felipe.

Outro comportamento que merece atenção é quando o animal passa a pressionar repetidamente a cabeça contra uma parede, móvel ou outro objeto fixo. Esse sinal pode estar relacionado a alterações neurológicas e precisa de avaliação veterinária.

O que fazer ao perceber os sinais?

O mais importante é não tentar descobrir sozinho se o cachorro realmente teve um AVC. Os mesmos sinais podem aparecer em outras doenças neurológicas, e somente a avaliação veterinária consegue determinar a causa.

“O tutor deve observar quando os sinais começaram, como o cachorro estava se comportando antes e quais alterações apareceram. Essas informações ajudam muito durante a consulta”, explica Felipe.

A investigação pode envolver exame clínico e neurológico e, dependendo do caso, exames complementares. A ressonância magnética e a tomografia podem ser utilizadas para identificar alterações no cérebro e ajudar na diferenciação entre um AVC e outras doenças.



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