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Quando gato "amassa pãozinho" é carinho ou pedido de socorro?

O Lado B te explica o que está por trás do hábito felino e em que momento se preocupar

Por Natália Olliver | 10/01/2026 07:17
Quando gato "amassa pãozinho" é carinho ou pedido de socorro?
Quando gato "amassa pãozinho" é carinho ou pedido de socorro? (Foto: Inteligência artificial)

Poucos comportamentos felinos despertam tanta curiosidade quanto o famoso “amassar pãozinho”. A coisa é fofa e rende vídeos que costumam ser interpretados como sinal automático de felicidade. Mas, afinal, o comportamento é carinho ou pedido de socorro por causa de estresse?

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O comportamento felino conhecido como "amassar pãozinho" tem origens na infância dos gatos, quando filhotes pressionam as mamas maternas para estimular a produção de leite. Embora seja comum, não é um comportamento obrigatório, e sua ausência não indica necessariamente problemas de saúde ou comportamentais. Quando direcionado aos tutores, o ato demonstra confiança e vínculo afetivo, transformando-os em uma superfície segura para o animal. No entanto, o comportamento excessivo pode sinalizar estresse ou falta de estímulos ambientais. Alterações bruscas nesse hábito, especialmente quando acompanhadas de dor ou rigidez nas patas, merecem atenção veterinária.

Segundo o veterinário Antonio Defanti Junior, o hábito não é uma regra para os felinos, mas a falta dele, quando o gato já tem esse comportamento, pode levantar alertas.

Quem vive com gatos já viu quando ele se acomoda no colo, na cama ou sobre uma manta macia e passa a pressionar as patinhas como se estivesse sovando massa. Esse gesto tem explicações que envolvem instinto, memória afetiva, sensação de conforto e bem-estar dos gatos. O que pouca gente sabe é que alguns sequer ousam fazer isso.

“O ato dos gatos não amassarem não significa que tem problema físico, emocional ou que é ‘estranho’. É um comportamento comum, mas não obrigatório. Esse movimento de apertar as patas vem da infância, quando filhotes amassam a mãe para estimular o leite. Muitos continuam porque isso acalma, lembra conforto e libera endorfinas. Alguns amassam quando estão felizes, relaxados ou antes de dormir. Outros nunca mantêm esse hábito na vida adulta”.

A questão é quando a coisa é compulsiva, motivada pelo ambiente onde o gato está.  Ou seja, mesmo que ele faça para relaxar, estando estressado ou ansioso, o ato pode se repetir com mais frequência.

Quando ocorre de forma intensa, repetitiva e difícil de interromper, pode indicar que algo não vai bem. Nesse caso, o gato não está demonstrando felicidade, mas tentando se acalmar.

“Alguns têm a personalidade mais independente ou menos tátil, nunca criaram forte associação do amassar com relaxamento. Eles preferem demonstrar afeto de outras formas como ronronar, esfregar a cabeça no tutor, seguir ou deitar perto. Alguns gatos resgatados que desmamaram muito cedo às vezes amassam menos, mas não é regra”.

Segundo o veterinário da clínica Bourgelat, alguns sinais que seriam preocupantes se os gatos pararem com esse comportamento são: dor nas patas ao tocar; rigidez ou dificuldade de movimentar as patas. Isso pode ser um trauma (pancada).

E quando o alvo é o tutor? A cena é comum e costuma ser mal interpretada. O gato não está “confundindo” a pessoa com a mãe. O que acontece é mais simples: o tutor se torna uma superfície segura.

O calor, cheiro e conforto fazem daquele corpo um ponto de estabilidade emocional. Na maioria das vezes, isso indica vínculo e confiança. Em excesso, pode sinalizar dependência ou falta de estímulos no ambiente.