Adriane prefere acordo à intervenção e vê Capital como “queridinha” para obras
Prefeita falou ao podcast Na Íntegra sobre temas urgentes e as expectativas com crescimento econômico
No prazo-limite para responder à Justiça sobre a estruturação de uma intervenção no contrato do transporte coletivo em Campo Grande, a prefeita Adriane Lopes (PP) sugere que um acordo com o Consórcio Guaicurus seria uma solução mais razoável para um impasse que se arrasta há anos.
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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, sugeriu que um acordo com o Consórcio Guaicurus seria mais adequado do que uma intervenção judicial no transporte coletivo, com concessões mútuas para melhorar o serviço. Ela também anunciou reajuste salarial de 4,39% para 10 mil servidores, obras de pavimentação com R$ 250 milhões em 22 lotes e destacou o crescimento econômico da cidade, impulsionado pelo setor imobiliário e pela Rota Bioceânica.
A empresa assumiria alguns investimentos para melhorar a qualidade do serviço, que tem frota desatualizada e queixas sobre os terminais e os ônibus, e o Município poderia avaliar como ampliar o aporte de recursos, uma vez que as empresas têm cobrança antiga de elevação da chamada tarifa técnica, parte que o cofre público cobre para o preço do bilhete não ficar tão oneroso para o usuário. Esse foi um dos assuntos abordados por Adriane em entrevista ao podcast Na Íntegra, do Campo Grande News.
Ela ainda falou sobre a correção salarial para parcela dos servidores, cujo projeto foi encaminhado à Câmara de Vereadores, os desafios na saúde e a construção de um hospital municipal, o lançamento de 22 lotes de obras de pavimentação e recapeamento de vias e o desenvolvimento econômico.
O que é melhor para a população da nossa cidade? Eu saio nas ruas de Campo Grande diariamente e sou cobrada sobre as melhorias do transporte público, qualidade dos ônibus, dos terminais.”
Adriane evitou firmar posição sobre a intervenção. No final do ano, esse assunto foi parar na Justiça após a realização de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara de Vereadores, que apontou uma série de irregularidades no contrato. Houve uma ordem judicial determinando a intervenção da prefeitura, e a prefeita deve definir o assunto em seu gabinete até amanhã. Ela sugere que concessões de ambos os lados poderiam resultar em uma solução para apresentar ao juiz do caso. Adriane aponta que há cerca de 400 ônibus utilizados pelo transporte coletivo e 223 já deveriam ser substituídos pelo tempo de uso, número que sobe para 300 no ano que vem.
A prefeita falou na entrevista sobre a margem que foi aberta no orçamento com as medidas de redução de gastos e possibilitou projeto de correção de 4,39% nos salários de cerca de 10 mil servidores administrativos – o quadro é de 30 mil, mas muitos têm planos próprios de cargos e carreiras e outros são contratações temporárias.
É o que foi possível fazer para este momento. Esse reajuste vem para servidores que não haviam sido contemplados.”
Ainda relacionado à questão fiscal, Adriane aponta que foi preciso colocar o projeto de um hospital municipal em ritmo lento. A prefeitura já havia realizado uma licitação e escolhido uma área no bairro Chácara Cachoeira. Como a prefeitura aderiu ao PEF (plano de equilíbrio fiscal), incluiu esse projeto nas negociações com o governo federal, uma vez que pretende buscar financiamento e a definição de retomada das tratativas deverá ocorrer em sintonia com a União. Hoje, o assunto está sob avaliação da STN (Secretaria do Tesouro Nacional).
Também com ajuda federal, por meio de emendas parlamentares, ela pôde anunciar duas iniciativas, uma voltada à atenção a crianças com deficiência, acelerando diagnóstico e atendimento, e um mutirão de cirurgias oncológicas e tratamento para os doentes.
Adriane também falou sobre a rejeição recente na Câmara do plano de terceirizar a gestão de duas unidades de saúde - Tiradentes e Aero Rancho – e a necessidade de manter discussões sobre o aperfeiçoamento dos serviços nos postos, uma vez que ela considera não faltar recursos, já que a saúde fica com cerca de 30% das receitas municipais.
Adriane ainda apontou a urgência em selecionar empresas e colocar equipes nas ruas para a recuperação das vias, com pavimentação e recapeamento para reduzir a dependência do tapa-buracos. Ela mencionou a confirmação de recursos de financiamento de R$ 250 milhões para 22 lotes de obras em todas as regiões da cidade, sendo que quatro já foram licitados. A expectativa é que, no próximo mês, já seja possível liberar ordens de serviço para as contratadas.
No ramo imobiliário, Campo Grande está se tornando a queridinha do Brasil. Muitos investimentos novos, tanto em construções na área social como em padrão mais elevado.”
Na entrevista ao podcast, a prefeita falou sobre o desenvolvimento econômico da cidade. Segundo ela, leis foram alteradas para facilitar o chamado ambiente de negócios. Adriane citou a possibilidade de repassar a empresas antigas imóveis cedidos no Prodes (Programa de Desenvolvimento Econômico), condição que está em curso e deve ter como repercussão a ampliação de investimentos pelas beneficiadas.
Além disso, está no radar ampliar os polos empresariais, diante do potencial econômico gerado com a Rota Bioceânica, que pode elevar a Capital a um centro de logística. A prefeita também comentou sobre o boom na construção civil no setor imobiliário, tanto com moradias populares quanto empreendimentos de alto padrão. Conforme Adriane, a cidade se tornou uma “queridinha” de empresários do setor. Segundo a prefeita, a Capital tem déficit de 30 mil imóveis populares, com 9 mil em construção, com recursos públicos ou iniciativas do setor privado.

