Das minorias às urnas, ex-secretária quer defender cidadania e educação
Estudiosa da cultura indígena, Viviane migrou para a cúpula do governo e se prepara para disputar eleição
RESUMO
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Viviane Luiza da Silva, ex-secretária de Cidadania de Mato Grosso do Sul, deixou o cargo, filiou-se ao PSDB e disputará uma vaga na Câmara Federal. Com formação em História e pesquisas sobre cultura indígena, ela afirma que sua trajetória acadêmica fortaleceu sua atuação na gestão pública. Atualmente, realiza escuta ativa para estruturar sua campanha, com foco em transformar leis em políticas públicas concretas.
Com um histórico relacionado ao estudo da cultura e tradições de povos indígenas, envolvida com o acervo de museus especializados, a hoje ex-secretária de Cidadania Viviane Luiza da Silva migrou para o serviço público em 2022, assumindo cargos executivos e esse ano decidiu fazer uma nova migração: ela se desligou da pasta estadual, filiou-se ao PSDB e tentará uma vaga na Câmara Federal nas eleições deste ano. Estreante na política, ela conta que se prepara para a disputa enquanto os partidos organizam as convenções e não começa a campanha de fato. Em entrevista ao podcast Na Íntegra, do Campo Grande News, Viviane, que se formou em História e fez mestrado e doutorado ligados à cultura de povos indígenas, conta como sua atuação profissional anterior à função pública contribuiu para seu desempenho como secretária.
Da pesquisa com as comunidades indígenas, essa bagagem me fortaleceu e favoreceu para que a pesquisa e os dados estivessem também dentro da gestão pública.”
Primeiro atuando como subsecretária, Viviane se tornou titular da pasta da Cidadania, que foi criada em 2024 como um guarda-chuva, reunindo oito focos: povos originários, igualdade racial, juventude, assuntos comunitários, idosos, mulheres, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência. Segundo ela, do aprofundamento da relação com esses públicos acabou surgindo o interesse em ingressar na política.
A ex-secretária e pré-candidata conta que já está realizando uma “escuta ativa” e formatando o discurso para quando começar a campanha.
Cidadania é uma palavra que está aí há 3 mil anos na nossa sociedade, mas ainda muito abstrata. Diferente de uma pasta de educação, saúde e infraestrutura, a cidadania faz a transversalidade. Trabalhar a cidadania é trabalhar a melhoria de políticas públicas que fazem a nossa vida sentir que tem gestão pública.”
Para ela, o foco não é defender novas leis, mas mudanças que ajudem a transformar promessas legislativas em ações para a sociedade. Um exemplo que ela menciona é a relevância de entidades do terceiro setor para implementar mudanças na vida das pessoas e é preciso melhorar as condições de atuação.
Uma das questões que tenho muito orgulho de ter conseguido trazer para a gestão pública é oportunidades para dentro dos territórios indígenas.”

