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Na Íntegra

Insted se torna centro universitário e projeta dobrar cursos em 5 anos

Reitora contou que o histórico de experiência não afastou desafio do crescimento da empresa com DNA do Estado

Por Maristela Brunetto | 29/05/2026 09:56


RESUMO

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O Insted, instituição sul-mato-grossense da família Chaves, foi reconhecido pelo MEC como centro universitário e ganhou autonomia para abrir novos cursos. Com 3 mil alunos, a faculdade aposta em ensino híbrido, proximidade com o mercado de trabalho e relação direta entre direção e estudantes. Sob comando de Neca Bumlai, a instituição pretende dobrar de tamanho em cinco anos e lançar Enfermagem e Inteligência Artificial ainda neste ano.

Em tempos de expansão de conglomerados empresariais na educação, uma instituição com DNA totalmente sul-mato-grossense marcou a volta da família Chaves ao ensino superior e a aposta em uma formação de estudantes ofertando conexão entre educação e mercado de trabalho e aulas híbridas. Ao alcançar, na semana passada, o reconhecimento como centro universitário pelo MEC (Ministério da Educação), após um período enquadrado como faculdade, o Insted comemorou o marco com um momento solene, nomeando Neca Chaves Bumlai como reitora e vislumbrando dobrar de tamanho em cinco anos. A empresária conversou com o podcast Na Íntegra e contou que mesmo o know-how que a família já tinha- o pai, Pedro Chaves, foi proprietário da Uniderp e a apoiou na volta ao setor em 2019-, não afastou o desafio de conquistar espaço no mercado e o reconhecimento. No primeiro vestibular, foram apenas 100 matrículas e 5 cursos ofertados. Hoje, a instituição conta com 3 mil alunos.

Esse distanciamento que existe, entre academia e empresas, a gente quis trabalhar diferente disso, com essa aproximação com o mercado de trabalho."

Neca aponta que oferecer uma relação de pessoalidade, em que os alunos podem chegar diretamente à direção, além da seleção de profissionais destacados em suas áreas para a sala de aula, representa um diferencial em relação às grandes instituições que acabaram dominando o ensino superior.



O centro universitário escolheu adotar um modelo de educação híbrida, considerando que a presença em sala de aula enriquece a formação, com a inclusão de estudos de caso relacionados às profissões, por exemplo.

Eu gosto muito da educação híbrida, porque você usa o melhor do presencial e o melhor do digital."

Neca analisa que diante da consolidação das aulas online, é preciso atrair o universitário para a instituição, deixando parte dos conteúdos, os mais teóricos, para as aulas online.



Com o reconhecimento da instituição como um centro universitário, após anos como faculdade, Neca explica que o Insted passa a contar com autonomia para definir e implantar novos cursos. As áreas de tecnologia e saúde estão no horizonte, com base em um cenário traçado a partir de pesquisas de mercado. Para este ano, deve iniciar uma graduação em enfermagem e um curso de inteligência artificial.

É preciso ser interessante o conteúdo ofertado na faculdade, que envolva o estudante."

Passados os anos, ampliados os cursos de 5 para 15 e os turnos de funcionamento, com novo prédio e a conquista no MEC em tempo recorde, a empresária relembra que o começo foi desafiador, mesmo com experiência na área.