A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

20/11/2013 13:24

“Ou se compra terra, ou começa a guerra”, diz deputado sobre conflito

Leonardo Rocha
Eduardo diz que a situação caminha para um clima de guerra (Foto: Divulgação)Eduardo diz que a situação caminha para um clima de guerra (Foto: Divulgação)
Zé Teixeira ponderou que não adianta dar terra aos índios, sem oferecer estrutura necessária (Foto: Divulgação)Zé Teixeira ponderou que não adianta dar terra aos índios, sem oferecer estrutura necessária (Foto: Divulgação)

O deputado Eduardo Rocha (PMDB) espera que a reunião marcada para amanhã (21) entre o governador André Puccinelli (PMDB), os representantes dos produtores rurais com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tenha resultados concretos já que a situação no Estado já está em clima de guerra.

“O prazo que os produtores terminam dia 30, ou se compra terra, ou começa a guerra, a União não pode esperar que 40 ou 50 pessoas morram para começam a agir”, destacou ele.

Eduardo ressalta que a solução é a desapropriação das terras com indenização aos produtores e definição da área indígena, com o envolvimento de terras que estão confiscadas.

“Existem áreas que estão confiscadas do tráfico de drogas, porque não vender, trocar ou ceder aos índios e produtores? Existem várias maneiras de negociar”.

O deputado diz que a melhor alternativa será a presidente Dilma Rousseff (PT) levar a questão para seu gabinete e retirá-lo do ministério da Justiça. “Ela tem que resolver e chegar a uma solução até porque o conflito está no Centro-Oeste, Norte e até no Sul”.

Dúvidas – A deputada Mara Caseiro (PT do B) tem dúvidas em relação a uma solução da União, já que participou de várias audiências que não resultaram em nada.

“Já falei ao Delcídio (Amaral) para que mais uma reunião senador? O ministro já perdeu a credibilidade, pois combina algo e depois não cumpre”.

Rinaldo Modesto (PSDB) também ponderou que os deputados já foram em comitiva a Brasília e o ministro já veio a Campo Grande, e mesmo assim a situação continuou sem resultados.

“Nada aconteceu, o que vimos são índios sem condições adequadas, e aumentando a entrada de álcool e drogas nas aldeias”.

Zé Teixeira (DEM) também argumentou que não adianta ceder área os indígenas sem que haja o mínimo de estrutura para que ele possa viver e produzir na terra.

“Eles são abandonados depois, não há qualquer planejamento para que eles possam se manter precisam sobreviver com ajuda de programas sociais”, apontou.



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions