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Campo Grande, Quinta-feira, 19 de Julho de 2018

22/03/2018 10:18

Após discussão, prefeitura retira projeto que previa eleição nas escolas

Audiência, feita ontem, levantou a discussão sobre a retirada de Ceinfs na participação do pleito

Mayara Bueno e Danielle Valentim
Sessão na Câmara Municipal de Campo Grande nesta manhã. (Foto: Danielle Valentim).Sessão na Câmara Municipal de Campo Grande nesta manhã. (Foto: Danielle Valentim).

A prefeitura de Campo Grande retirou o projeto de lei que prevê eleição direta para diretor das escolas municipais. A informação foi anunciada pelo vereador Carlos Augusto Borges (PSB) na sessão desta quinta-feira (dia 22), na Câmara Municipal.

A retirada ocorre um dia após audiência pública que discutiu o assunto na casa de leis. Houve discussão sobre a alteração na proposta, feita pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), que retirou a participação dos Ceinfs (Centro de Educação Infantil) das eleições.

Carlão, em seu anúncio, criticou a ACP (Sindicato dos Profissionais da Educação de Campo Grande), afirmando que a entidade não pode "forçar os vereadores a votar", pois, antes de ir ao plenário, a matéria tem de ser debatida com a comunidade.

Ontem, o presidente do sindicato, Lucílio Nobre, disse que a eleição traz segurança para o diretor. O dirigente comentou que seria uma perda caso o projeto fosse retirado de pauta e voltasse para o Executivo municipal.

O líder dele na Câmara, vereador Francisco Almeida Teles (PSD), disse que a projeto foi retirado para "algumas alterações. "Todo projeto que dá polêmica acaba voltando. O prefeito é maleável".

Proposta - Conforme o texto enviado no fim do ano passado, a eleição será por voto direto, secreto e paritário. Também deve ser garantida a participação dos segmentos da comunidade nas deliberações do conselho escolar. Nas unidades com até 700 alunos será eleito somente um diretor. Em número superior e/ou com três turnos de funcionamento serão eleitos diretor e diretor-adjunto.

Para participar do pleito, o professor precisa ser profissional efetivo e estar no exercício há pelo menos cinco anos; estar trabalhando pelo menos um ano na escola que pretende dirigir; possuir formação superior em nível de licenciatura plena e ser pós-graduado na área de educação.

Os mandatos do diretor e do diretor-adjunto serão de quatro anos e a reeleição será permitida "quantas vezes forem de interesse da comunidade escolar".

A eleição nas escolas foi prometida durante campanha do atual prefeito e, ano passado, o chefe do Executivo municipal afirmou que estava fazendo um estudo técnico para apresentar a proposta. Atualmente, a escolha de diretor nas escolas se dá por indicação dos professores da própria rede.




Cargo de Direção escolar deve ser ocupado por pessoa com formação em Gestão Escolar, a nível de Especialização lato sensu e não cursos na área de educação. Só um gestor poderá avaliar e decidir questões que permeiam o contexto escolar.
E essa conversa de: 'quantas vezes forem de interesse da comunidade escolar", temos as escolas estaduais com diversos exemplos de diretores que perpetuam no cargo, criam a politicagem de uma forma que entram e não saem mais... Nenhum cargo deve ser vitalício, isso não é bom para a comunidade. Devem pensar nisso!
 
Ingrid em 22/03/2018 14:28:05
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