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Política

Barbosinha promete autocrítica do governo para preparar nova gestão

Grupo já fez primeira reunião e vai ouvir secretários sobre acertos, falhas e melhorias para o segundo mandato

Por Kamila Alcântara e Fernanda Palheta | 07/10/2026 10:41

O grupo que prepara o segundo mandato do governador Eduardo Riedel (PP) vai cobrar das secretarias uma avaliação sobre acertos, falhas e pontos que precisam melhorar. Coordenador da equipe, o vice-governador José Carlos Barbosa (Republicanos), o Barbosinha, afirmou nesta quarta-feira (7), na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), que o trabalho será um exercício de autocrítica do governo.

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O vice-governador Barbosinha (Republicanos) afirmou nesta quarta-feira (7) que o grupo que prepara o segundo mandato de Eduardo Riedel (PP) cobrará das secretarias uma autocrítica sobre acertos e falhas. Formada por decreto, a equipe de oito integrantes entregará relatório até 4 de dezembro. Ele disse que as obras já assumidas do MS Ativo terão prioridade e que o equilíbrio fiscal guiará os gastos, apesar da perda de mais de R$ 2 bilhões com o gás boliviano.

Segundo ele, a primeira reunião ocorreu na terça-feira (6), e outro encontro está previsto para sexta-feira (9). A equipe prepara um questionário para orientar o diagnóstico de cada secretaria, que servirá de base para apresentar sugestões ao governador.

“O objetivo dessa equipe é exatamente a gente trabalhar uma autocrítica, um olhar interno do próprio governo, em cada área, onde nós trabalhamos bem, onde nós falhamos, onde nós poderemos melhorar”, disse em entrevista ao Campo Grande News.

Barbosinha afirma que os secretários serão ouvidos sobre o funcionamento de suas áreas. Apesar da continuidade de Riedel no cargo, o vice avalia que o próximo mandato exige uma revisão da gestão, além dos procedimentos contábeis e financeiros necessários ao encerramento do ano.

“A busca do governo é pelo aperfeiçoamento”, declarou. Ao citar a votação de cerca de 68% obtida por Riedel, Barbosinha afirmou que a reeleição aumenta a responsabilidade da equipe. “Ele parte de uma régua muito alta. Então, qual é o desafio? É você, no mínimo, manter e, se possível, melhorar.”

Questionado sobre propostas que poderiam ser encaminhadas à Assembleia ainda neste ano para adiantar a preparação do novo mandato, o vice disse que não há projetos definidos. As sugestões serão discutidas pelo grupo e levadas ao governador.

“Nós iniciamos agora esse debate, então ainda não existe nenhum instrumento legislativo, nenhuma proposição”, afirmou.

Obras primeiro - Vice-governador também foi questionado sobre a execução dos compromissos do MS Ativo diante das restrições financeiras. Ele afirmou que a prioridade será entregar as obras já assumidas, antes de discutir novas edições do programa.

“Nós vamos primeiro fazer as entregas daqueles que estão comprometidos”, disse. Segundo o vice, há um conjunto de obras previsto para o fim deste ano e o início de 2027, além de intervenções em andamento no MS Ativo 2 e remanescentes da primeira edição.

Ele citou obras em rodovias, novas pavimentações e asfalto nas cidades. Apesar de assegurar que os compromissos serão cumpridos, Barbosinha reconheceu a pressão da queda de receitas sobre as finanças estaduais.

Segundo ele, a perda de arrecadação relacionada ao gás boliviano ultrapassa R$ 2 bilhões. Na entrevista, ele não especificou o período de referência desse valor. “Lógico que isso causa um impacto muito grande nas finanças do Estado, mas todos os compromissos assumidos serão honrados”, afirmou.

Barbosinha disse que o equilíbrio fiscal deve orientar a execução dos investimentos. “O primeiro compromisso do governo do Estado é nunca fugir do equilíbrio fiscal”, declarou.

Preparação - A criação do grupo foi noticiada pelo Campo Grande News na terça-feira. Instituída por decreto assinado na segunda-feira (5), um dia após a reeleição, a equipe tem oito integrantes e deverá apresentar um relatório consolidado até 4 de dezembro.

O trabalho inclui analisar projetos em andamento, identificar obstáculos, calcular custos das propostas e sugerir prioridades para o Plano de Governo 2027-2030. Também poderá apontar mudanças administrativas e medidas legais necessárias à execução dos compromissos do segundo mandato.

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